
O que há de mais precioso que nossa essência? Nossos sentimentos? Ou nosso brilho interior? Se por medo ou insegurança nos resguardamos e pouco colocamos o que de fato somos para fora neste mundo onde aparências parecem vigorar, qual a chave para nos apresentarmos?
A Rabanne de Julien Dossena nos convida a quase que uma sessão de terapia. Internalizar nossas emoções, aka nosso brilho, é de fato a melhor escolha neste contexto de mundo tão caótico e dividido? As emoções são fluídas e escapam como escapam as rajadas brilhantes de bordados em lapelas, forros e golas, ou das barras de tiras em saias e vestidos.
As carcaças falsamente protegidas por fake (fur) ou fake ideologias protegem, mas não são intimidadoras mais, afastam de fato o frio – afinal é uma coleção de inverno para o hemisfério Norte – porém sua óptica sustentável necessária se torna contraditória no uso de plásticos transparentes que sabemos serem muito mais difíceis de se decompor na natureza.
E sem dúvida foi intencional a escolha dos materiais: quantos de nós ainda que tentemos nos esforçar não somos enganados pela indústria capital? Vale lembrar que as it bags de metal, que hoje são total hit, vão durar de fato para sempre. A dust bag, a caixa, a etiqueta e o forro até podem se desfazer em centenas de anos, mas uma boa Paco Rabanne durará uma eternidade.
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