
No banheirão de Alessandro Michele para o inverno 2025 da Valentino a diversidade reina – menos de corpos – da madame rica e poderosa à sua filha/neta gen Z de camiseta e jeans, da trabalhadora formal em sua alfaiataria impecável às trabalhadoras da noite, das extravagantes em excessos de camadas às extravagantes em excessos de transparência, no banheiro todos vão pelo mesmo motivo.
Os losangos característicos da maison, os lamês, o vermelho, os laços, a feminilidade, glamour e exuberância são obrigadas a pertencer em espaços onde o casual, ou que se diz básico denóculos chavosos ou hits undergronds, ali também merecem respeito.
Sem julgamentos, a sacada do banheiro é a prova que Michele entende o passado e o futuro, se antes entrar no banheiro era libertário (onde se podia ser quem é sem correr o risco de cometer um crime) por existirem as cabines, hoje é um lugar de conexão, aos nascidos na era digital o espaço conecta pelo visual, o espelho, o papo flui porque obrigatoriamente é necessário, finalmente alguma interação humana.
Independentemente de onde o desfile te levou, da sua idade, sexo, gênero ou orientação sexual, a provocação te coloca no estado de controle, este mesmo que o diretor da casa tem sob seu domínio o DNA Valentino, e o uso pontual mixado à sua estética claramente identificada garante que o match traz resultados, e precisando de uma prova é só analisar os banheiro que seguem sempre livres, diplomáticos, afinal o que não presta deve-se dar sempre é dar a descarga.
Veja os looks-chave na galeria:
















