
A moda circular esteve em discussão na última edição do festival Fashion Meeting, realizado esta semana no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Em conversa com Arlindo Grund, Bruna Vasconi do brechó Peça Rara, Giovanna Maeda do brechó Capricho À Toa, Letícia Veloso, sócia da agência Index, e Bel Braga da BoGo e BoBags, foi discutido o futuro do varejo em meio à necessidade de sustentabilidade na indústria da moda e como estaria a relação entre clientes, comunicação e consumo.
Para Arlindo Grund, parar de consumir não é a chave: o consumo é o que movimenta a economia. É preciso, segundo o comunicador de moda, consumir de forma consciente, para os clientes, e pôr em circulação peças paradas em estoque com novas roupagens, para as marcas.
Junto à crescente busca pelo consumo mais sustentável, ocorreram mudanças no varejo. Bruna Vasconi diz que precisou educar o público; enquanto Giovanna Maeda relata que precisou adaptar a aura única das peças secondhand à rapidez do meio digital. Giovanna fala ainda que este é o diferencial do brechó atualmente: ele traz a tecnologia de mãos dadas para expandir a visão da necessidade da sustentabilidade dos brechós para o mundo. Maeda citou ainda a questão da autenticidade em meio ao mercado secondhand: na Capricho À Toa há investimento em checagem de autenticidade pelo tecido.
Letícia Veloso, sócia da agência de comunicação Index, falou sobre o posicionamento de sua empresa em abraçar a sustentabilidade, o ESG e a diversidade como legados de marca: após completar 20 anos de empresa, a Index investiu em iniciativas internas de letramento racial, de gênero, geracional, junto a práticas reais de sustentabilidade. Letícia afirmou ainda que as empresas precisam enxergar o social-ambiental como uma necessidade de investimento que requer, das marcas, um budget disponível.
Já Bel Braga Teixeira destacou tecnologias como a IA que auxiliam na busca por peças específicas no banco de dados de empresas de moda; mais além, a empresária relata a criação de fintechs e veículos financeiros para investidores apostarem em bolsas preferidas pelas mulheres e receberem dividendos, como forma de lucro pela moda circular, dentro do modelo de negócio de aluguel de peças.



