
Escrito em 1953, o clássico teatral “A Falecida”, de Nelson Rodrigues (1912-1980), completou 70 anos em 2023, com a nova montagem dirigida e idealizada por Sergio Módena e protagonizada por Camila Morgado, que voltou ao teatro depois de um hiato de 11 anos distante dos palcos.
O clássico rodrigueano volta ao Rio com o patrocínio da Caixa Cultural em apresentações de 10 de abril a 04 de maio de 2025 no Teatro Nelson Rodrigues / Caixa Cultural Rio de Janeiro (Centro). Sessões às quintas e sextas, às 19h, e sábados e domingos, às 18h. Ingressos: plateia R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada); balcão R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada). Clientes Caixa pagam meia-entrada. Vendas pelo site: https://www.bilheteriacultural.com.br/ Sessão com tradução em Libras em 27 de abril, domingo, às 18h. Não recomendado para menores de 16 anos.
“A Falecida” narra o plano da tuberculosa e frustrada Zulmira, que sonha em ter um enterro cheio de luxo e pompa. Dessa forma, ela causaria inveja em sua prima e vizinha Glorinha, com quem nem fala mais e tem uma relação inexplicável de competição.
Um pouco antes de morrer, Zulmira pede para seu marido Tuninho, que está desempregado e gasta todo o dinheiro com apostas, procurar o milionário Pimentel. Ela quer que o empresário pague para ela um enterro de 35 mil cruzeiros – o que beira o absurdo, uma vez que, na época, os funerais custavam menos de mil cruzeiros.
Logo depois da morte de Zulmira, ainda sem saber como ela conheceu Pimentel, Tuninho vai à mansão dele descobre que o rico empresário e sua esposa eram amantes. O marido traído ameaça contar tudo para um jornal inimigo de Pimentel e consegue arrancar dele uma pequena fortuna. Tuninho, então, dá à Zulmira um enterro “de cachorro” e aposta todo o resto do dinheiro num jogo de futebol.
Segundo o diretor, a encenação propõe uma estética atemporal. No cenário de André Cortez, um grande mausoléu (um signo da ostentação social em meio aos mortos) é o espaço por onde os diversos planos de ação irão ocorrer. Os figurinos de Marcelo Olinto não buscam a reprodução histórica da década de 1950. Ao contrário, parecem apenas evocar um tempo passado, atravessando diversas épocas. A trilha sonora, composta por Marcelo H, explora o conflito entre o sagrado e o profano.
Caixa Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues – Av. República do Paraguai, 230, Centro, Rio de Janeiro, RJ.



