
As vendas da Gucci despencaram à medida que os consumidores se afastavam da maior marca da Kering SA, que está passando por uma segunda reformulação de design em três anos.
A receita da grife italiana caiu 25% no segundo trimestre em bases comparáveis, informou a Kering em um comunicado nesta terça-feira (29.07), correspondendo às estimativas dos analistas. No geral, as vendas da Kering caíram 15%, também em linha com as expectativas.
A Gucci sofreu mais do que a maioria das concorrentes com a desaceleração do setor de luxo, o que gerou turbulência na marca e na Kering em geral. O novo diretor artístico da Gucci, Demna Gvasalia – ex-Balenciaga – ainda não revelou sua coleção de estreia, após seu antecessor ter permanecido no cargo por apenas cerca de dois anos.
A Kering também inicia uma nova era com a chegada, prevista para meados de setembro, do CEO Luca de Meo, que anteriormente ocupava o mesmo cargo na montadora Renault SA. François-Henri Pinault, filho do bilionário fundador da Kering, François Pinault, permanecerá como presidente do conselho após transferir a presidência executiva com a chegada de De Meo.
Desde a nomeação de De Meo no mês passado, as ações da Kering se recuperaram em quase um quarto, na esperança de que ele consiga recuperar o grupo de luxo, assim como fez com a Renault. As ações ainda acumulam queda de cerca de 11% neste ano.
O lucro operacional recorrente da Kering no primeiro semestre caiu 39%, para € 969 milhões. Analistas esperavam € 934,9 milhões.



