
O cantor e compositor Khalil Magno sobe ao palco do Sesc Pompeia no dia 3 de dezembro com um repertório que percorre uma década de criação, dos primeiros versos escritos na adolescência às faixas dos álbuns “De Cara pro Vento” (2020) e “Alualuô” (2024). O artista vive um momento de expansão criativa e promete um espetáculo que marca o início de uma turnê nacional.
O álbum de estreia, lançado em plena pandemia, redefiniu a relação de Khalil com a própria obra. Sem possibilidade de circulação, ele encontrou nas lives um modo de trocar afeto e presença com o público. “Entendi como nunca o potencial terapêutico da arte”, conta. Dessa experiência nasceram grande parte das músicas de “Alualuô”, trabalho que reflete uma nova fase do artista: “Me tornei um poeta mais existencial e menos romântico; aproximei meu canto do meu violão”, diz.
A parceria com o maestro Jaime Alem, produtor do novo disco e ex-diretor musical de Maria Bethânia, também foi decisiva. Inicialmente pensado como um EP, o projeto cresceu para nove faixas. “As violas do Jaime trouxeram um quê de raiz, que casou muito bem com músicas como ‘Floresta de Pé’ e ‘Fascismo no Chão’”, diz Khalil. Alem, por sua vez, define o artista como “potente”, elogiando sua presença, musicalidade e força poética.
Composições para Khalil nascem como sensação. O violão entra em seguida, guiando melodia e letra. “Há músicas que se faz quebrando a cabeça em métricas e rimas. Outras parecem vir prontas, como psicografadas”, brinca. Mesmo sem compor pensando em disco, o artista admite viver um momento fértil: “Já estou planejando a ordem das faixas de um novo álbum que existe na minha imaginação.”
O show no Sesc Pompeia reúne canções que o acompanham desde os 15 anos, como “Guerreiro de Aruanda”, e outras da sua “fase Cazuza”, caso de “Eu Não Sei Dizer Adeus”, escrita aos 16. Revisitar essas obras, ele diz, é encarar a potência atemporal da arte: “De repente me vejo dividindo palco com músicos que acompanharam ídolos que ouço desde a infância. Há músicas que já não me representam, mas sigo cantando o que ainda faz sentido.”
A noite será também uma celebração de novos caminhos. Acompanhado por Jaime Alem, Reginaldo Vargas e Luan Carbonari, Khalil apresenta ao público uma fase criativa intensa, com várias inéditas previstas para os próximos lançamentos. “Esse show é o primeiro de uma série que queremos levar para todo o país. Estou animado e compondo muito. Convido o público a me acompanhar nessa”, finaliza.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93, Água Branca, São Paulo, SP.



