
Com informações da Reuters
O conglomerado de lojas de departamento de luxo Saks Global entrou com pedido de proteção contra falência na noite de terça-feira (13.01), em um dos maiores colapsos do varejo desde o início da pandemia.
A Saks Fifth Avenue, afiliada da Saks Global, listou entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões em ativos e passivos, de acordo com documentos judiciais apresentados no Tribunal de Falências dos EUA em Houston, Texas.
A Saks Global não respondeu a um pedido de comentário adicional.
A medida lançou incertezas sobre o futuro da moda de luxo nos EUA, pouco mais de um ano após a aquisição que reuniu a Saks Fifth Avenue, a Bergdorf Goodman e a Neiman Marcus sob o mesmo teto.
A Saks, varejista tradicionalmente amada por ricos e famosos, de Gary Cooper a Grace Kelly, enfrentou dificuldades após a pandemia de Covid-19, com o aumento da concorrência de lojas online e a maior frequência de marcas vendendo seus produtos em lojas físicas.
A Saks Global estava perto de finalizar um pacote de financiamento de US$ 1,75 bilhão com seus credores, o que permitiria que suas lojas permanecessem abertas, disseram à Reuters na terça-feira duas pessoas familiarizadas com as negociações.
O financiamento proporcionaria uma injeção imediata de US$ 1 bilhão em caixa por meio de um empréstimo DIP (devedor em posse) de um grupo de investidores liderado pela Pentwater Capital Management, de Naples, Flórida, e pela Bracebridge Capital, de Boston, disseram as fontes.
Um financiamento adicional de US$ 250 milhões também estaria disponível por meio de um empréstimo garantido por ativos, fornecido pelos bancos da empresa, disseram as fontes. A varejista de luxo teria acesso a outros US$ 500 milhões em financiamento do grupo de investidores assim que saísse com sucesso da proteção contra falência, acrescentaram as fontes.
Diversas marcas de luxo estavam entre os credores sem garantia, lideradas pela Chanel e pela Kering, proprietária da Gucci, com cerca de US$ 136 milhões e US$ 60 milhões, respectivamente, segundo o processo judicial.
O maior conglomerado de luxo do mundo, a LVMH, foi listado como credor sem garantia, com uma dívida de US$ 26 milhões. No total, a Saks Global estimou que havia entre 10 mil e 25 mil credores.
Em 2024, a controladora Hudson’s Bay apostou em escala ao se fundir com a rival Neiman Marcus, criando a entidade agora conhecida como Saks Global. O acordo de US$ 2,7 bilhões foi estruturado com base em cerca de US$ 2 bilhões em financiamento de dívida e contribuições de capital de investidores como Amazon, Salesforce e Authentic Brands.
Amazon e Authentic Brands constavam nos autos do processo como investidoras.



