
Corte, precisão, contexto, materiais, narrativa, desejos, apelos, e tantas outros recortes passíveis de serem fio condutor para analisar um desfile, mas partindo do fato de que nossa cobertura visa entregar um ponto de vista desta redação, podemos colocar Haider Ackermann como um dos nomes mais consistentes na atualidade.
Sem firulas, sua moda é direta. Roupa boa de fato, com excelência na execução, na proporção, na dosagem, é real e com um plus que todos queriam ter: é desejável. Hoje á frente da Tom Ford, seu apelo erótico/sexy é traduzido nos centímetros, que refletem nas alturas de fendas, profundidades de recortes, no styling casual de subir uma manga, levantar uma gola, desabotoar uma camisa.
Peças reconhecíveis e claramente já presentes nos closets dos apaixonados ou não por moda, os ternos em risca de giz ou em versão máxi em tweeds bordados cintilantes, seguem sempre alinhadissimos, e que vestem tão bem a mulher como o homem da marca, que ao escolher comprar na Tom Ford já espera esse primor, mas é recebido com mais – destaque para as jaquetas bombers e bikers em couros diversos.
Não tem uma régua ou fórmula matemática, moda não é sobre escala, números, é entender o hoje, o para quem, e com sorte uma dose de Márcia Sensitiva prevendo o futuro. Mas, para Haider, com sua convicção de que está no lugar certo e na hora certa, segue firme nos provando que não há necessidade de uma nova roda, mas sim uma que consiga girar e girar e girar rumo ao topo.
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