
Os pontos de partida para a criação podem vir de inúmeros momentos, o olhar sobre o que nos circunda pode ser banal ou o ponta pé inicial para ideias surgirem. Uma viagem, um prato de comida, uma paisagem, um gesto, um movimento, para quem vive e desfruta da sensibilidade de se deixar imaginar faz de qualquer uma destas cenas corriqueiras temática para uma coleção.
A dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez, à frente da direção da Loewe, em uma Mercedes cinza parte rumo a Espanha – terra onde a marca nasceu – e entre Madri, Bilbao e San Sebastián, eles contam no release divulgado que o que mais os tocou foi a forma acalorada que os espanhóis se cumprimentam, se tocam. Para nós aqui no Brasil não nos impactaria – mas para a dupla americana, marcou.
E esse calor infla o coração dos mais frios. Inflar este que aparece na coleção nos casacos com puffers gigantes e recheados, dando volumes imensos a silhueta, bem como o calor também é representado na cartela de cores vivas, do amarelo ao verde, do azul ao vermelho, com pinceladas elétricas de laranjas.
As maquetes têxteis, grande forte da marca, propõe plastificar e envernizar de rendas a clássicos algodões estampados como florais e xadrezes, que mesmo em propostas como em camisolas deixa a peça mais rígidas de ar high-tech. Esse emborrachamento nas matérias dão apelo impermeável, como se houvesse uma necessidade de proteção.
Destaque também para o degradê das pelúcias em casacos e em vestidos com golas irregulares, que vem de outro forte do ateliê, que são as construções em moulage, onde os drapeados diretos no manequim constroem formas orgânicas únicas – técnica que a dupla faz muito bem desde a Proenza Schouler.
E claro, destaque para os acessórios que, mais utilitários nesta season, miram diretamente no dia a dia mais corporativo com shapes mais geométricas, mas sem perder o charme lúdico de falsos zíperes ou nas combinações inusitadas de texturas.
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