
A galeria O Jardim, na Mooca, recebe entre junho e julho a exposição “Força Maior”, nova individual da artista visual Lucrécia Couso. Com curadoria de Andrés Hernández, a mostra reúne fotografias, instalações, livros de artista, tecidos e elementos orgânicos em trabalhos que exploram memória, afeto, transformação e a passagem do tempo.
A partir da fotografia expandida, linguagem que extrapola a imagem bidimensional e ocupa o espaço de forma física e sensorial, Couso cria obras em constante transformação. Linhas vermelhas costuram fotografias e plantas vivas interagem com as instalações, reforçando a relação entre imagem, matéria e natureza.
A exposição está dividida em três núcleos. Em Andrômeda, composto por 11 obras, fotografias costuradas manualmente com fios vermelhos abordam temas como ausência, afeto e reconstrução emocional. Já em Injúria e Ternura, a artista registra a resistência da natureza em ambientes urbanos, observando vegetações que surgem em frestas, muros e rachaduras. Nesse conjunto, destaca-se a instalação “Regeneração”, em que matéria orgânica viva ocupa uma mesa de perícia médica e continua se transformando ao longo da mostra.

O núcleo Ancestralidade mergulha na história familiar da artista e na relação com a mãe, costureira. Tecidos, costuras e materiais naturais aparecem como símbolos de cuidado, continuidade e reparação. O espaço também reúne cinco livros de artista produzidos entre 2024 e 2026 e obras que incorporam referências ao próprio corpo da artista.
“‘Força Maior fala dessa potência inevitável que move as coisas. Existe uma força na natureza, mas também nos afetos, na memória e nas experiências humanas”, afirma a artista.
Com entrada gratuita, a exposição marca a primeira mostra individual de uma artista visual na galeria O Jardim, centro cultural dedicado à fotografia contemporânea.
O Jardim – Rua Ilansa, 185, Mooca, São Paulo, SP.


