
A Bienal de São Paulo desembarca pela primeira vez na Alemanha com a exposição “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. A mostra será realizada no Haus der Kulturen der Welt (HKW), em Berlim, de 12 de setembro a 6 de dezembro de 2026, como parte do programa de itinerâncias internacionais da 36ª Bienal de São Paulo.
Com curadoria de Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, a exposição reúne mais de 30 participantes e leva à capital alemã trabalhos apresentados originalmente no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, além de obras concebidas especialmente para Berlim, intervenções site-specific e trabalhos readaptados para o novo espaço. Em São Paulo, a 36ª edição recebeu 784 mil visitantes entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.
Inspirada no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, a exposição parte da escuta como elemento central para pensar as relações humanas e a convivência com outros seres, territórios, águas e diferentes gerações. A proposta também estabelece um diálogo entre as arquiteturas do Pavilhão da Bienal, projetado por Oscar Niemeyer, e do HKW, assinado por Hugh Stubbins e localizado próximo ao Tiergarten e ao rio Spree.

Entre os artistas e coletivos presentes na itinerância estão Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Aline Baiana, Amina Agueznay, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Emeka Ogboh, Forensic Architecture, Juliana dos Santos, Lidia Lisbôa, Maria Auxiliadora, María Magdalena Campos-Pons, Ming Smith, Olu Oguibe, Rebeca Carapiá, Theo Eshetu e Wolfgang Tillmans, entre outros.
Segundo Alya Sebti, a passagem por Berlim amplia a conversa iniciada em São Paulo ao colocar as obras em contato com as histórias, paisagens e comunidades da cidade. A curadora destaca a escuta como ferramenta capaz de estabelecer relações, questionar hierarquias e criar novos espaços de convivência.

A estreia na Alemanha também representa uma nova etapa da internacionalização da Bienal de São Paulo. “Levar a Bienal de São Paulo à Alemanha pela primeira vez é um passo importante na internacionalização do programa de mostras itinerantes”, afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.



