
E chegamos ao fim de mais uma semana de moda de Paris com Louis Vuitton, do recém-condecorado Nicolas Ghesquière pelos seus 30 anos de contribuição para a moda francesa. Ele recebeu a medalha de cavaleiro da Légion d’honneur, uma das maiores honrarias do Estado francês, vinda das mãos do presidente e da primeira-dama, Brigitte Macron, que ainda o presenteou com a frase: “você é o segundo homem da minha vida”.
Medalhas à parte, a coleção tem em sua camada central a força com que a velocidade das coisas nos atinge e nos modifica, e a forma de representar essa força fora do digital foi usar da agilidade. Ventos ao encontro das peças criam ranhuras e volumetrias involuntárias e variadas durante o andar e, consequentemente, o que é conhecido fica visualmente diferenciado.
A alfaiataria clássica em tecidos ultraleves garante que essas transformações imagéticas sejam infinitamente variadas. Se tudo precisa ser novo a todo momento, abusar dessa velocidade torna-se a solução mais prática e até mesmo sustentável, afinal, a mesma camisa com fendas abertas ou fechadas nas laterais muda a silhueta e o visual instantaneamente.
Há espaço para brilhos também. A tentativa de alcançar a velocidade da luz da informação das mídias sociais faz com que tudo fique desfocado, e o que é cintilante torna-se estrela-guia para os que se sentem perdidos. Pés mais próximos ao chão ou em botas de cano médio e saltos baixos finalizam os looks, nos quais as bolsas de alças curtas ficam coladas ao corpo, penduradas no ombro. Pois, na velocidade, o que está próximo torna-se o mais seguro.
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