
A estreia de Antonin Tron na direção criativa da Balmain propõe uma visão mais soft para os parâmetros de Olivier Rousteing, que anunciou sua saída em novembro do ano passado, e neste curto período achamos muito apressado demarcar esta coleção como a visão de fato do designer para o futuro da grife francesa.
Com cenografia de lençóis brancos, como se a casa ainda não estivesse de fato sendo usada, vivida, habitada, já dava indícios de que neste momento grandes reformas seriam inviáveis e com consequências trágicas – vide o que ocorreu com a Versace recentemente.
Espertamente já observando o contexto mundial de conflitos, o militarismo dos uniformes de guardas muito associados a label ganha um viés menos armado, em contrapartida o apelo sexy – código hiper Balmain – surgem em espertas fendas assimétricas em vestidos mídi drapeados a esculpir a silhueta.
O animal print e os bordados em casacos reforçam a marca no cenário mais noturno, festivo, badalado e cosmopolita, assim como o uso do cetim de brilho intenso em cartela petróleo e mostarda sugerindo uma vida diurna audaciosa e sempre glamurosa.
Segura, atenta ao que está ocorrendo no mundo e principalmente dando a clientela fiel um toque de novidade, a estreia tímida, se olharmos apenas a coleção por si só, tem justamente nesta timidez a oportunidade de passar por esse período de ansiedade por transição de forma mais pés no chão – mesmo quando os saltos seguem altíssimos. Aqui no CHnews amamos as versões em Anabela metálica dourada, uma pincelada fashion deliciosa.
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