
Fundada em novembro de 2024, a B/Fore nasceu com a missão de repensar a forma como o bem-estar é vivido através da moda. Unindo design, tecnologia e sustentabilidade, a marca traduz, por meio de suas peças, as necessidades de uma geração conectada, consciente e em constante movimento.
Com o propósito de criar roupas versáteis, funcionais e alinhadas ao futuro da moda, o fundador e CEO de apenas 17 anos, Pedro Sandoval, traz uma visão fresca para o segmento, propondo peças tecnológicas que equilibram performance, sustentabilidade e estética.
Os tecidos de última geração estão entre os principais diferenciais da B/Fore, como a tecnologia TrueLife, da Diklatex, que entrega benefícios que vão da compressão estratégica à proteção UV, passando por estímulo à circulação sanguínea, redução da fadiga muscular, absorção eficiente do suor e durabilidade prolongada.
Além da performance, o compromisso ambiental também é um dos principais pilares da marca, que utiliza fibras biodegradáveis e recicladas em toda a produção – reforçando a ideia de que moda consciente pode, e deve, andar lado a lado com o design.
O CHNews conversou com Pedro Sandoval sobre a marca e seu propósito. Leia abaixo:
O que você entende por moda fitness sustentável e como ela se diferencia da moda fitness tradicional?
Moda fitness sustentável vai além de criar roupas para treinar – é sobre pensar em impacto ambiental, longevidade da peça e responsabilidade social. Enquanto a moda fitness tradicional muitas vezes prioriza apenas estética e performance, a sustentável integra tecnologia têxtil, materiais reciclados ou biodegradáveis, processos menos poluentes e um design pensado para durar mais. Na B/Fore, por exemplo, nós não utilizamos poliéster, um material que pode levar centenas de anos para se decompor no meio ambiente. Em contrapartida, temos peças desenvolvidas com tecidos que se decompõem em até 4 anos após o descarte, mostrando que é possível unir sofisticação, tecnologia e responsabilidade com o planeta.

Como a sustentabilidade influencia o design e a produção de suas coleções?
Na B/Fore, a sustentabilidade guia cada decisão de design: desde a escolha de tecidos tecnológicos com menor impacto ambiental até cortes que evitam desperdício de matéria-prima. Isso influencia também na estética, peças sofisticadas, atemporais e de alta durabilidade, fugindo da lógica do consumo rápido. O objetivo é criar coleções que equilibram funcionalidade, exclusividade e responsabilidade.

Quais são os principais desafios ao desenvolver roupas fitness com foco na sustentabilidade?
O maior desafio é unir sustentabilidade, tecnologia e sofisticação sem abrir mão da performance da peça. Materiais sustentáveis muitas vezes têm custos mais altos ou ainda não estão amplamente disponíveis. Outro desafio é educar o consumidor: mostrar que investir em uma peça sustentável é sobre valor agregado e consciência, não apenas sobre preço.
Você acredita que a indústria da moda fitness está fazendo o suficiente para adotar práticas mais sustentáveis?
Ainda não. Muitas marcas usam sustentabilidade como marketing superficial, mas poucas realmente repensam toda a cadeia, do tecido à embalagem. Ainda é uma indústria muito pautada pelo “fast fashion fitness”, onde o objetivo é volume e não impacto. Há avanços, mas ainda tímidos diante da urgência ambiental.

Que mudanças você acha que ainda precisam acontecer na indústria da moda fitness para que se torne totalmente sustentável?
Primeiro, maior investimento em inovação têxtil sustentável acessível. Depois, transparência real sobre processos produtivos, não só campanhas de marketing. Além disso, é preciso incentivar uma mudança cultural: o consumidor precisa valorizar mais exclusividade e durabilidade do que apenas novidade. Quando marcas e consumidores mudarem juntos, teremos uma indústria fitness verdadeiramente sustentável.



