
Nesta sexta-feira (17.04), um desfile diferente vai ocupar a passarela do RioFW, que acontece no Píer Mauá. A Globo foi convidada pelo evento para criar uma coleção inspirada no visual da protagonista da trama “A Nobreza do Amor”, atual novela das seis da emissora. O visual da princesa Alika, vivida por Duda Santos, tem feito o maior sucesso na produção.
O desfile foi todo concebido pelo Igor Verde e traz 33 looks que percorrem a estética da novela. A ideia é contar essa história através da moda, com um olhar para a nobreza africana presente na cultura brasileira.
O CHNews conversou com Igor antes do desfile. Leia na íntegra:
Como surgiu a ideia de transformar a narrativa da novela “A Nobreza do Amor” em um desfile de moda?
A ideia partiu do departamento da Samantha Almeida [atual diretora de marketing da TV Globo). Ela deu o start dessa ação. Ela contatou primeiro a Marie Salles, que é a nossa figurinista, e o Gustavo Fernández, que é o nosso diretor artístico. Eles super toparam a ideia e o Gustavo me deu a tarefa. O que posso dizer é que essa ideia nasce muito da certeza que a gente tem um produto esteticamente muito potente na mão. E aí, como tudo aquilo que é esteticamente muito potente, não consegue se conter em uma única mídia. É natural esse desejo de levar essa potência estética para outras mídias, outros campos de atuação da arte.
De que forma você traduziu a jornada da protagonista Alika em linguagem visual?
As grandes estrelas no desfile de moda são as roupas. Então, o próprio figurino que compõe a personagem e as personagens à sua volta, que estruturam a sua jornada, foi um ponto de partida importante que o norteou a gente. Já a própria trajetória da personagem na novela também. Ela, como uma princesa jovem, é diferente como noiva, que é diferente como guerreira. Então, esses são os pontos que a gente explorou.
E quais referências da nobreza africana você trouxe para os looks?
Na verdade, eu não posso nem dizer que eu trouxe, né? A Marie é responsável pelos looks. Ela tem muitas referências da costa oeste africana. Trabalhamos com muito tecido natural, principalmente nessa fase da novela. Tem o uso da palha, de algodão e de técnicas diferentes tingimento e estamparia. Tem um trabalho muito bonito de aplicação de elementos como pedra e conchas. E o mais legal é que boa parte desse trabalho foi feito dentro do próprio Estúdio Globo, que tem um super setor de costura, com profissionais super capacitados, mulheres pretas que trabalham nesse lugar e que são verdadeiras artesãs.
Esse projeto pode se desdobrar em outras coleções ou colaborações?
Olha! O que posso te dizer é que eu usaria, tranquilamente. A coleção tem personalidade, tem estética. Facilmente ela pode virar um elemento de de moda, de poder ganhar o dia a dia do Brasil. Eu não vejo nenhum problema em ver a Taís Araujo ir para uma festa cheia de rainha de Batanga.



