
Muito antes de a sustentabilidade se tornar um tema central nas artes, Amelia Toledo (1926-2017)já transformava pedras, conchas, metais e materiais reaproveitados em obras que desafiaram os limites da criação. Agora, a trajetória de uma das artistas mais inventivas do Brasil ganha as telas no documentário “Amelia Toledo – Lembrar de Não Esquecer”, que estreia nos cinemas no dia 20 de agosto.
Dirigido por Helio Goldsztejn, o longa revela a vida e o legado da pintora, escultora, desenhista e educadora paulista, conhecida por fazer da própria casa um laboratório criativo. Ao longo da carreira, Amelia transitou entre diferentes linguagens, desenvolveu joias, esculturas e instalações e transformou materiais do cotidiano em obras que convidam o público não apenas a observar, mas também a tocar, experimentar e interagir.
O documentário reúne imagens inéditas da artista registradas em seu ateliê pelo cineasta Rubens Crispim Jr., além de depoimentos de amigos, familiares e nomes ligados à arte brasileira. O material resgata diferentes momentos da trajetória de Amelia e mostra como sua inquietação criativa influenciou gerações de artistas.
“Amelia foi uma artista de primeira grandeza e, ainda assim, permanece pouco conhecida pelo grande público. Muito antes de o termo ‘sustentabilidade’ existir, ela já explorava materiais reaproveitados e novas linguagens em seu trabalho”, afirma Goldsztejn, que conheceu sua obra durante o período em que trabalhou no programa “Metrópolis”, da TV Cultura.
Nascida em São Paulo, Amelia Toledo foi aluna de Anita Malfatti, conviveu com artistas como Hélio Oiticica e Lygia Pape e trabalhou ao lado do arquiteto Vilanova Artigas. Também atuou como professora em instituições como Mackenzie, Faap e Universidade de Brasília, consolidando uma trajetória marcada pela experimentação e pela constante reinvenção.
Antes de chegar ao circuito comercial, “Amelia Toledo – Lembrar de Não Esquecer” terá uma sessão de pré-estreia no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, no dia 18 de agosto, seguida de debate com o diretor e integrantes da equipe. O filme teve sua première mundial na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e convida o público a redescobrir uma artista que fez da liberdade criativa sua principal marca.



