
O Design Museum de Londres anunciou a abertura de uma exposição que explora “alguns dos designers negros contemporâneos mais inovadores em atividade atualmente”, incluindo os estilistas Bianca Saunders, Saul Nash e Samuel Ross.
Intitulada “The Nue Black Aesthetic”, a mostra ficará em cartaz de 5 de novembro até agosto de 2027 e apresentará 16 designers que, segundo o museu, “estão remodelando a indústria do design”, constituindo uma das mais abrangentes exposições sobre design negro contemporâneo já realizadas no Reino Unido.
A exposição tem curadoria convidada da autora e jornalista Charlene Prempeh – fundadora do estúdio criativo e consultoria de arte A Vibe Called Tech e autora de “Now You See Me: An Introduction to 100 Years of Black Design” – e propõe a seguinte questão: “O que significa ser um designer negro atuando hoje?”
Essa pergunta será respondida ao longo de seis seções – abordando temas como a identidade como fonte de inspiração e a valorização da construção de comunidades – para demonstrar que o design negro não é um bloco monolítico e que não existe uma única maneira de ser um designer negro. Ao destacar práticas e vozes diversas, a mostra convida os visitantes a “repensar suposições sobre a aparência do design negro e sobre quem molda a cultura do design”.
A exposição contará com mais de 100 objetos – abrangendo áreas que vão da moda e mobiliário à arquitetura, design de produto e escultura – de designers como Tejumola Adenuga, Taiba Akhuetie, Ini Archibong, Simone Brewster, Mac Collins, Phoebe Collings-James, Foday Dumbuya, Feben, Nifemi Marcus-Bello, Andu Masebo, Saul Nash, Tosin Oshinowo, Bianca Saunders, Rachel Scott, Samuel Ross e Giles Tettey Nartey.
Também serão exibidos trabalhos e elementos gráficos de mais de 20 designers – de Althea McNish a Yinka Ilori – para contextualizar o design negro dos séculos 20 e 21.
Ao comentar a exposição, Prempeh, afirma: “A ideia de que o design negro não é monolítico não deveria causar surpresa nem polêmica; no entanto, historicamente, houve pouca reflexão sobre as complexidades e as fontes de inspiração dos designers negros contemporâneos, ou sobre como a experiência específica de criar em um ambiente predominantemente branco influencia suas práticas. Esta exposição coloca em destaque o trabalho de design da comunidade da diáspora, ao mesmo tempo em que provoca uma reavaliação do que é o design negro na atualidade.”
Entre os destaques da moda, estão a reinterpretação do uniforme reserva do Arsenal para a temporada 2024/25, criada pela Labrum em colaboração com a Adidas – utilizando as cores do pan-africanismo para unir torcedores do clube em toda a diáspora africana – e um terno desenhado por Bianca Saunders e usado por Usher no Met Gala de Nova York, em 2023, que ilustra como a designer britânica redefine a moda masculina ao desafiar estereótipos de hipermasculinidade.
Tim Marlow, diretor e CEO do Design Museum, acrescentou: “Explorar novas perspectivas sobre o design contemporâneo é a essência da nossa programação de exposições no Design Museum, e ‘The Nue Black Aesthetic’ enriquecerá nossa compreensão sobre o cenário atual do design. É uma mostra instigante e repleta de nuances, que convidará os visitantes a refletir sobre como a experiência negra é fundamental para a prática do designer e como o design é moldado no século 21. Estamos ansiosos para promover conversas importantes por meio desta exposição marcante.”



