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Entrevista: Bianca Rodrigues, modelista por trás de bolsas inusitadas

por Paulo Felipe Rezende
26/04/2025
Tempo De Leitura: 12 minutos de leitura
Bianca Rodrigues, do Ateliê 26 – Foto: Divulgação

De Recife, Pernambuco, vem a modelista de bolsas Bianca Rodrigues. Com seu Ateliê 26, ela cria peças-desejo sob demanda, em produção de baixíssima escala, similar a de grifes de luxo internacionais. Incorporando o olhar do público em seu ofício, a jovem designer compartilha o processo autoral e artesanal de suas peças de formatos imprevisíveis – como a do Galo da Madrugada – em suas redes sociais. E foi por meio dessa conexão digital que a grife baiana Dendezeiro, de presença cativa no calendário do São Paulo Fashion Week, chegou até ela e firmou parceria de sucesso.

Boto-cor-de-rosa, capivara e siri na passarela? Todas estas invenções fashion que deram o que falar na última edição da semana de moda paulistana têm o selo de Bianca. Da colaboração de powerhouses nordestinas, requisitada por Pedro Batalha, da dupla com Hisan Silva, que comanda a Dendezeiro, saem criações e reedições de cair o queixo, com regionalidade e toques de disruptividade contemporânea, como a detalhada bolsa Tatu, ou a recriada bolsa Filtro de Barro.

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Sobre a sua visão de moda e seu universo de produção handmade, afetiva e única, ela nos conta mais detalhes em entrevista exclusiva abaixo:

CHNews: Primeiramente, conta para o público do CHNews como começou essa paixão pela criação de bolsas e um pouco da sua história com a moda autoral e o Ateliê 26.

Bianca Rodrigues: O Ateliê 26 surgiu em 2019 para ser um suporte financeiro para a faculdade. Ele não era para se tornar o que é hoje. Quando eu comecei, era mais para roupa. Eu sou autodidata na costura. Então, eu comecei aprendendo sozinha no YouTube. Minha avó era costureira, mas ela não tinha muita paciência de ensinar. E o meu bisavô era alfaiate, mas eu não convivi muito. Toda a minha família adora muito esse lado de artesanato. Minha avó pintava, bordava, costurava, fazia modelos. Então, eu sempre tive muito contato, desde muito novinha, de estar no meio das máquinas, de pintura, de desenho. Eu sempre gostei. Mas sempre fui muito apaixonada também pela matemática, e eu achava que o meu futuro era na Engenharia Civil. E aí foi quando eu fiz a faculdade em 2016, lá em Caruaru, na UFPE. Eu não me formei, eu tranquei o curso porque me apaixonei mais pelo lado da moda, desse lado criativo. E aí, desde então, eu tenho dedicação exclusiva, nunca trabalhei com outra coisa, sempre foi o ateliê. 

Em 2019, eu abri o ateliê em casa, com a máquina emprestada da minha avó. E aí eu peguei um investimento de R$700 no cartão [de crédito] e comecei a comprar os primeiros materiais e costurar tudo o que me pediam. Estojo, abadá, tudo o que você imaginar, eu costurei. E isso foi antes do Carnaval. Como eu não sabia costurar, eu só aceitava encomenda do que tinha no YouTube. Assim, eu fui fazendo. No início, eu fazia muita roupa, [mas] eu não gostava de roupa. Eu não conseguia gostar. Eu sempre gostei desse lado da moda, mas costurar roupa era algo que, para mim, era muito difícil.

E aí, quando eu fiz a primeira pochete, que foi com restos, inclusive, de abadá, reaproveitamento, eu peguei o molde na internet e me apaixonei. Aí eu fiz outra e outra. De repente, eu só estava fazendo bolsa. E aí eu disse “ah, eu acho que é isso aqui que eu gosto mais.” E foi quando eu comecei, em julho do mesmo ano, a minha coleção de bolsas autorais, a primeira. Foi quando eu conheci o sintético também, que é o material que eu mais utilizo hoje em dia. Antes eu só trabalhava com tecido. E aí eu fui trabalhando com encomendas, criei um catálogo de bolsas autorais comerciais – que era o que mais se vendia -, mas sempre gostei de umas bolsinhas diferentes, só que eu achava que não tinha público para isso, sabe?

CHN: Como se iniciou a parceria com a Dendezeiro? Qual foi a abordagem inicial da marca para trabalharem juntos? Acha que o fato de também ser nordestina influenciou na sua escolha como parceira da grife?

BR: [Com a Dendezeiro] Tem uma conexão emocional. É engraçado falar isso porque quando ele [Pedro Batalha] me manda, às vezes, alguns spoilers da coleção, eu consigo identificar os símbolos. Tem uma sensibilidade. O regional com eles é muito forte, e isso transmite muito, até nas silhuetas que eles trazem. Eu aprendo muito de moda com eles porque eu nunca me vi nesse local. Eu nunca achei que esse espaço fosse para mim. Achei que eu estava só costurando minhas bolsinhas como qualquer artesã, sabe? Mas foi se tornando algo muito maior e eu fui dando chance para essas oportunidades que apareceram.

Eu sempre produzi conteúdo [para as redes], e isso foi o que fez com que a Dendezeiro chegasse até mim. E aí, no meio do ano passado eu decidi fechar a encomenda, porque eu estava me sentindo muito presa criativamente.

[Nessa época] Eu estava criando algumas bolsas para o meu filho, eu fiz uma bolsinha de dinossauro, que tem um rabinho que balança quando ele anda (risos). Então eu sempre gostei desse lado criativo, mas eu achava que não tinha mercado. E aí a Dendezeiro chegou até mim no ano passado através dos vídeos que eu produzia, de confecção.
 
Eu lembro que o Pedro [Batalha] me contatou [pelo WhatsApp, trazido do Instagram] e disse: “ó, posso te ligar?” E aí ele ligou e disse “eu estou querendo desenvolver uma bolsa para o São Paulo Fashion Week, vou mandar a foto”. A primeira foto que ele mandou foi a de um tatu. E aí, eu fiquei: “tá, e a bolsa?” E ele: “não, essa é a bolsa!”. E eu disse: “não, não tem como”. Eu lembro de falar para ele: “olha, eu vou tentar, mas acho que eu não consigo fazer”. Foi a minha primeira resposta a ele. Então disse: “vou fazer uns testes e até amanhã te dou uma resposta”. E nisso eu comecei.

Uma das coisas que ele me pediu foi: “não é uma obrigação, mas eu gostaria que movimentasse”. E aí foi quando eu fiz esses primeiros testes de como seria a movimentação da carapaça do tatu – com algodão cru e sintético que eu tinha aqui, só para testar. E aí passei onze dias nessa primeira modelagem. Eu fiz mais de oito bolsas Tatu só nesses onze dias, todas de teste, e as últimas três foram desfiladas, em três cores.
 
E aí, a gente começou a nossa parceria. Ele continuou pedindo bolsas, e nisso foram-se passando 30 dias até o primeiro São Paulo Fashion Week. Eu gravei tudo isso, e nesse um mês eu sumi do ateliê, ninguém sabia onde que eu estava, o que eu estava fazendo. Eu gravei toda essa confecção e quando saiu o primeiro desfile, já postei. Fui postando de uma por uma as bolsas, que era algo que eu já fazia. Só que aí deu o primeiro boom. Chegaram muitas pessoas. Foi quando chegou o meu primeiro patrocinador, a Cipatex, de sintético. Foi também quando vieram as minhas primeiras viagens. Tudo dessa visualização que veio do São Paulo Fashion Week.

E é muito legal porque ele está me dando essa oportunidade de mostrar o meu trabalho num local de muito reconhecimento. Eu sou muito grata a eles por terem me escolhido, porque foi uma escolha lá atrás que ele fez para chegar até mim, e se manteve por uma confiança que está ficando cada vez mais forte. Ele me dá a possibilidade de crescer também, sabe?

Quando eles chegaram, eu me encontrei nesse mundo. Foi tipo: “nossa, é isso que eu realmente gosto”. Eu cheguei para o Pedro e disse: “cara, vamos continuar, vamos continuar criando as bolsas legais.” E aí a gente começou esse relacionamento. Desde setembro do ano passado eu produzo todas as bolsas que a gente co-criou – ele me manda o desenho e eu trago a bolsa à realidade.

CHN: Sobre a colaboração entre você e os designers Hisan Silva e Pedro Batalha, é num processo criativo aberto? Como ela se dá? Há liberdade de criação e adaptação ou a marca passa um briefing pronto do produto?

BR: O meu briefing é bem amarrado. Ele sempre me manda: “é tipo assim, olha”. O máximo que eu posso brincar – que eu sempre faço – é colocar umas texturas, dizer algo como “olha, eu acho que essa alça se adapta melhor a esse modelo”.

Então, as minhas adaptações não são muito na questão do design final. Mais nesses detalhes de usabilidade mesmo da bolsa. Por serem bolsas muito diferentes, tem certas coisas que a gente precisa trazer para a realidade e alinhar que não vai dar para reproduzir tudo. Então eu sou a única produtora deles de bolsas. E, nessa última fashion week [SPFW N59], eu pude também trazer um pouco da pintura, que foi na folha gigante, de 2,5 metros. Ele mandou uma delas para mim faltando 3 dias para eu entregar tudo. Foi loucura para fazer aquela folha porque eu já tinha terminado [quase] todas as bolsas.

Até hoje eu mantenho comunicação com o Pedro e a gente alinha tudo juntos. Ele também me deu a possibilidade de recriar modelos que ele já tinha na marca: a bolsa Espelho, a bolsa Capivara, a Filtro, a Mini Filtro.


CHN: Alguma das suas peças teve mais destaque, pessoalmente? Seja pelo processo mais complexo ou pela repercussão.

BR: Uma, sem dúvida, é a Tatu, porque ela foi a primeira que me fez pensar fora da caixa. Ela não entra nos padrões de uma bolsa comum. Não tem frente, não tem costas, não tem fundo. Então, é uma bolsa que eu tive de pensar muito e eu acho que dedico ter conseguido essa bolsa ao meu professor de Desenho Técnico, lá de Engenharia, de conseguir quebrar essa bolsa em 3D e dizer: “dá para fazer”. Ela também foi muito marcante porque tem uma hora na modelagem que ela passa de algo plano para um tatu. É só um passo entre um e outro, e isso é muito mágico, até chegar nesse pensamento. Depois dela, eu disse: “se eu consegui fazer isso aqui, eu acho que consigo fazer umas coisinhas mais diferentes.”
 
E a segunda foi a bolsa Fusca. Ela deu uma virada na minha vida porque ela foi a minha primeira autoral, para a minha marca, dessas diferentes. Foi depois da Dendezeiro, depois de uma certa experiência. E aí eu disse: “agora eu me sinto pronta”. E ela veio muito do meu lado sentimental também, porque foi da primeira viagem que eu fiz com um patrocinador. Foi em presente ao patrocinador. Eu disse: “cara, eles são muito fortes em sintético automotivo e reformaram um Fusca vermelho”, e eu tinha dois materiais, um bege e um vermelho. Aí eu disse: “vou fazer um Fusca!”. Eu tinha dois dias para enviar essas bolsas para outra feira que eles iriam. E foi entre uma viagem e outra, em uma semana. E eu não iria, só iriam as bolsas. Só que quando eu a fiz, que eu postei o primeiro vídeo, bateu 2 milhões [de visualizações] em 12 horas no TikTok. Aí eles me ligaram: “você vai ter de vir para cá, você vai ter de vir para a outra feira!” Essa foi uma bolsa que me impulsionou muito porque as pessoas foram na feira atrás de mim para vê-la, para tirar foto com ela. A maioria dos meus clientes, eles foram atrás de mim lá. Uma delas disse: “eu vi você, eu quero começar a minha marca com as suas criações.” Muita coisa aconteceu a partir dessas duas bolsas.

CHN: Os seus conteúdos no TikTok viralizaram nos últimos meses. Como você teve a ideia de compartilhar o processo de produção das bags com os seus seguidores?

BR: Quando eu comecei no ateliê, era muito de descoberta. Como eu estava descobrindo, eu queria documentar isso no início: “gente, agora eu estou testando encomendas pelo site”, e aí, eu fazia o vídeo produzindo as encomendas. Fazia o vídeo criando o site. Então, eu sempre fiz isso, porque eu não tinha a mínima noção, não foi nada planejado. E eu ia sentindo à medida que [o tempo se passava], “agora eu estou achando tão legal fazer isso, eu vou fazer mais”. Então, eu sempre fui nessa brincadeira.

Mas um dos pontos que sempre bate sobre essa questão de mostrar [nas redes sociais] é porque eu via muito a minha avó, que era uma multiartista, pintava, bordava, fazia de tudo, chegar para mim e dizer: “eu não consigo vender minhas coisas, as pessoas não valorizam”. Ela se sentia inferior porque achava que ela “só” fazia artesanato. Ela não viu o poder daquilo. E aí, eu comecei a mostrar os vídeos que viralizavam: “Olha, vó! Olha o que o pessoal está falando!”

[…] Quando o vídeo da bolsa Tatu viralizou – a primeira – foi a primeira vez que as pessoas assistiram à confecção [pelo viés] de quem estava produzindo, e não de quem estava organizando.

Desde o início sempre foi assim. Não só fazer uma bolsa, eu sempre contava a história. O que é mais engraçado é que as pessoas diziam: “Bianca, tu não postou rotina essa semana. Como eu vou ver minha bolsa sendo feita?”

CHN: Você já mostrou alguns trabalhos com upcycling e reaproveitamento de materiais. Como você enxerga esse novo momento da moda, mais sustentável? Pretende incorporar essa prática para mais criações no futuro?

BR: Eu quero muito trazer. Eu gosto de testar coisas no ateliê, então o upcycling foi um dos testes, mas é algo que eu sempre fiz. Uma das coisas que eu fazia muito é o reaproveitamento de alças. Foi o meu primeiro reaproveitamento, em que eu transformava pedaços de alças em chaveirinhos. E por muito tempo foi o carro-chefe no ateliê. Às vezes uma pessoa comprava a bolsa, vinha a alça e aí comprava o chaveiro, porque sabia que era uma continuidade, sabe? Isso sempre foi o que eu gostei de fazer, até porque isso sempre incentivou minha criatividade. Às vezes, eu não tinha todos os materiais disponíveis aqui. E aí a gente tinha de juntar um tecido com o outro, testar. 

Mas também era a questão de o meu tempo ser muito corrido. Eu sou mãe, né? Meu filho tem três anos. Então, é muito corrido. [Também] porque eu faço tudo do ateliê sozinha. A confecção, o modelo, o site, o Instagram, edição de vídeo, sou eu que organizo tudo. Eu não tenho nada terceirizado.

CHN: Por fim, você tem planos de produção em maior escala e marca própria? Ou acha que o seu apelo de moda terá foco na produção por demanda para outras empresas?

BR: Eu estou me organizando para aumentar essa produção, mas eu não quero fazer confecções grandes, de linha de produção. Eu quero manter o artesanal. Então, ter um artesão por bolsa, se manter num padrão mais de primor, de luxo. A parte da costura, eu ainda utilizo as máquinas porque eu não uso só sintético, não só couro, que dá para costurar manualmente. Utilizo outros tipos de matéria-prima. Mas corte, colagem, tudo vai no manual, handmade.

As empresas [que me contratam] estão me dando a possibilidade de crescer porque para empresas o valor da modelagem é mais caro. Assim, todos que estão chegando, estão me apoiando muito e esperando esse próximo passo, que é abrir um espaço físico por aqui [em Recife] e contratar a minha primeira pessoa, que eu vou treinar, que vai trabalhar comigo.

Eu estou muito empolgada para essa fase, mas eu também tenho o meu lado autoral, o meu lado que também quer mostrar algo criativo. Então, eu não vou me desfazer das minhas marcas, de bolsas autorais. Eu também tenho meus clássicos, que são as bolsas que me mantiveram durante seis anos de ateliê. Agora eu estou colocando quem quer essas bolsas clássicas numa lista de espera, então vai depender da disponibilidade.
 
As bolsas mais diferentes – como a Fusca, a Galo [da Madrugada] -, eu faço a cada dois, três meses um lançamento com uma, duas bolsas, e aí essas têm um valor mais alto. Mas também não têm um grande ciclo, não têm reposição. É só aquela cor, mais como uma exclusividade. E aí, com essas bolsas que são minhas, eu entrego certificado de autenticidade e garantia vitalícia, tudo que uma loja de luxo entregaria. Eu tento seguir nesse caminho. 

Tags: Ateliê 26Bianca RodriguesCipatexdendezeirodestaque homeHisan SilvaPedro Batalhaspfw
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