
A Casa Dexco, centro de design em São Paulo, foi palco da conferência AIx – Ambientes Inteligentes Infinitos, que discutiu de que forma a inteligência artificial vem redefinindo o modo como os espaços são pensados e vividos. O encontro destacou a evolução do design para além da função e da estética, apontando caminhos para ambientes mais sensíveis, capazes de aprender, perceber e se adaptar às necessidades emocionais e comportamentais das pessoas.
Com base em recortes do estudo mais recente do Dexco Design Office, o debate mostrou a IA como aliada na criação de experiências mais sensoriais, eficientes e sustentáveis, indo além da automação técnica. A tecnologia passa a atuar na otimização de tempo, custos e impactos ambientais, com foco direto no bem-estar.
A arquitetura caminha para soluções que ajustam luz, temperatura e som conforme o contexto e o estado emocional dos usuários. “Não se trata apenas de integrar sensores, mas de permitir que os espaços reajam de forma empática e intuitiva”, explica Jonny Macali, estrategista sênior em design e inovação da Dexco.
Outro avanço destacado é a personalização: ambientes que refletem a personalidade e o humor de quem os habita, aprendendo com o uso cotidiano. Nesse cenário, a IA amplia (e não substitui) o olhar criativo de arquitetos e designers.
A discussão também reforçou que muitos desses princípios já podem ser aplicados hoje, mesmo sem tecnologia avançada, por meio do uso da luz natural, escolha de materiais sensoriais e criação de áreas de respiro. Para os participantes, o luxo do futuro está menos na sofisticação e mais na capacidade dos espaços de cuidar das pessoas.



