
O Frasers Group assumiu o controle da Hugo Boss, concretizando uma estratégia iniciada no início deste ano, que incluiu uma tentativa de aquisição por pouco malsucedida e a substituição do presidente do conselho da empresa alemã pelo CEO do Frasers, Michael Murray.
Em comunicado ao mercado, o Frasers informou que adquiriu 198.666 ações da Hugo Boss no dia 23.10, pelo valor de 7,63 milhões de euros, passando a deter 50,08% do capital social total.
A transação foi financiada com recursos de caixa já existentes da Frasers e não dependeu da aprovação dos acionistas, segundo um comunicado do grupo.
A Frasers afirmou que ultrapassar o patamar de 50% é, “na opinião do conselho de administração, do melhor interesse da Frasers e de seus acionistas como um todo.”
Dessa forma, todos os resultados, ativos e passivos da Hugo Boss passarão a ser consolidados nas demonstrações da Frasers, com a Hugo Boss tornando-se uma subsidiária do grupo britânico.
A tentativa frustrada de aquisição pela Frasers apenas aguçou o apetite de seu proprietário, Mike Ashley – conhecido por sua estratégia de expansão via aquisições -, por novos negócios. Em setembro, a Frasers anunciou planos de adquirir mais ações da Hugo Boss, com o objetivo de obter o controle total da companhia.
A oferta feita elevou a participação da Frasers na Hugo Boss para 47,89%. Com essa fatia ampliada, a Frasers destituiu o presidente do conselho da Hugo Boss, Stephen Sturm, substituindo-o por Michael Murray – CEO da Frasers e genro de Ashley -, que já integrava o conselho de supervisão da Hugo Boss.
A Frasers também indicou um segundo representante, Robert Palmer, para o conselho de supervisão da Hugo Boss. Palmer atua como secretário corporativo na Frasers e é um dos conselheiros de longa data de Ashley.
A Frasers, proprietária das redes Sports Direct, Flannels e Frasers, adota uma postura agressiva: costuma adquirir participações expressivas em seus fornecedores e busca promover mudanças nos conselhos de administração e de supervisão, visando obter as melhores condições comerciais possíveis para suas lojas.
A Frasers também detém participações na Burberry, na Puma e na Asos; além disso, tentou – sem sucesso – assumir o controle da Mulberry, empresa na qual é a segunda maior acionista.


