
O Instituto Tomie Ohtake anuncia a exposição “Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid – Em Cada Canto”, que se dedica a examinar o acervo da colecionadora e galerista Vilma Eid, que nos últimos quarenta anos forjou uma coleção singular, reunindo trabalhos de mais de cem artistas entre os ditos populares, modernos e contemporâneos. Com mais de 300 obras divididas em duas salas, a mostra tem curadoria de Ana Roman e Catalina Bergues e ficará em cartaz entre 14 de março e 25 de maio de 2025, paralelamente à exposição “Patricia Leite – Olho d’água”.
A mostra integra o programa de exposições Instituto Tomie Ohtake visita, que busca criar conexões com colecionadores e agentes do circuito da arte, proporcionando acesso a coleções que, em parte, são pouco exibidas ao grande público.

No contexto da exposição, será lançada em parceria com a Editora Martins Fontes a coletânea “Arte Popular – Modos de Usar”, organizada por Amanda Reis Tavares Pereira – pesquisadora e curadora que tem consolidado investigações que ampliam e atualizam os debates sobre o tema. O livro recompila, discute e revisita a historiografia e as questões ligadas à arte popular, com textos de Lélia Coelho Frota, Fernanda Pitta, Ana Avelar, Ayrson Heráclito, entre outros, oferecendo uma leitura atualizada tanto de textos históricos quanto contemporâneos, ampliando e atualizando o debate.
Vilma Eid desempenha um papel fundamental na valorização da arte popular brasileira. Como fundadora da Galeria Estação, inaugurada há 20 anos ao lado de seu filho Roberto Eid Philipp, a galerista se dedica incansavelmente à promoção, reconhecimento e inclusão dos artistas populares no cenário artístico nacional e internacional, evitando rótulos que possam limitar ou estigmatizar tais artistas e suas produções. Ao dizer que “Arte é arte. Não importa a classificação”, Vilma afirma seu entendimento sobre os múltiplos caminhos da criação artística. Em sua casa, a galerista dispõe as obras de tal forma a criar conexões inesperadas. Trabalhos de artistas modernos e contemporâneos como Geraldo de Barros, Mira Schendel, Paulo Pasta ou Tunga convivem com os ditos populares, como José Antonio da Silva, Izabel Mendes da Cunha, Itamar Julião ou Véio.

Além de estimular o encontro destes trabalhos no ambiente expositivo, a mostra contribui com o debate sobre categorias de definição no sistema da arte. Como defendem as curadoras, “em vez de fixar uma definição do que é ‘popular’ ou ‘erudito’, a mostra ‘Em Cada Canto’ sugere novas possibilidades de diálogos. Ao apresentar pela primeira vez o conjunto de obras reunidas por Vilma Eid nos últimos 40 anos, a exposição põe em evidência como as peças se transformam quando vistas lado a lado, estimulando o público a perceber a arte brasileira como campo aberto a intersecções e reinterpretações”.
Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima 201 (entrada pela Rua Coropé, 88), Pinheiros, São Paulo, SP.



