
Após 14 anos construindo presença nas prateleiras físicas e alcançando cerca de 100 mil pontos de venda no Brasil, a Labotrat estreia seu e-commerce próprio e formaliza a entrada da marca no ambiente digital. O movimento é uma virada na estratégia da empresa, que fez o caminho inverso da maioria das novas labels de beleza.
“Muitas marcas de cosméticos já nascem digitais para depois ir para o universo físico. A Labotrat fez o contrário”, afirma André Rios, diretor comercial e de marketing da empresa. “Primeiro, nós chegamos a 100 mil pontos de venda no Brasil, para depois ir para as prateleiras digitais.”
A empresa, que completa 14 anos de trajetória, iniciou em 2023 a expansão internacional para o mercado latino-americano e, agora, avança para a Europa. “Ano passado iniciamos o trabalho de expansão a nível global com o mercado Latam e, este ano, Europa”, explica André.

“Percebemos que não bastava simplesmente colocar um e-commerce no ar. Fazer e-commerce é simples, é fácil. A questão é estruturar para fazer algo sustentável”, explica Raquel Carvalho, CEO da Labotrat. “A partir daí, começamos a digitalizar todo o processo: CRM, grupo de afiliadas e conversão via e-commerce.”
Ao contrário do que se poderia imaginar em um lançamento desse porte, a Labotrat afirma que a principal meta, neste primeiro momento, não é financeira. “A gente está bem empolgado, mas com uma expectativa muito mais de reconhecimento do que financeira em si”, resume André.

Segundo Raquel, o e-commerce responde a uma dor clara do público: a dificuldade de encontrar o portfólio completo da marca em todos os pontos de venda físicos. “Uma das queixas dos nossos consumidores, no nosso SAC, é que na cidade dela ela não encontra o portfólio completo”, relata. “Ela encontra aquele produto mais famoso da marca, que são os esfoliantes, por exemplo, mas às vezes ela quer um sérum. Foi impactada por uma influenciadora ou por um amigo indicando, e não acha o produto.”
A estratégia de lançamento combina estrutura interna e parceiros especializados. “Temos uma house de influenciadores e também terceiristas que já são do ramo. Além disso, contamos com agências especializadas em marketplace, em TikTok Shop e no e-commerce próprio. São vários parceiros dentro desse projeto”, detalha André. “A ideia é simples: onde o cliente quiser comprar Labotrat, ele vai encontrar. Seja no físico, no marketplace, no e-commerce próprio ou no TikTok Shop.”

A internacionalização também segue a lógica de combinar físico e digital. Na Europa, por exemplo, o plano é repetir o modelo brasileiro: presença em pontos de venda e atuação em ambiente online. “Na Europa, junto com o físico, vai surgir um e-commerce da marca e também presença nos marketplaces europeus”, diz André. “Vamos fazer o mesmo modelo do Brasil lá fora – só que o digital lá tende a ser um pouco mais acelerado, porque a estrutura já estará pronta.”
Com e-commerce recém-lançado, operação física consolidada e plano de expansão internacional em andamento, a Labotrat aposta que a combinação entre capilaridade offline e estratégia digital estruturada será a base para o próximo ciclo de crescimento da marca.




