
Leandro Castro fez sua estreia na passarela do São Paulo Fashion Week na terça-feira (08.04) e causou um ótimo impacto com a coleção batizada de Linha. Repleto de resíduos têxteis, o trabalho do designer teve inspiração no artista Wassily Kandinsky.
Leia entrevista exclusiva com o estilista:
CHNews: Depois de Aguaça, seu mais recente desfile, em dezembro do ano passado, na Casa de Criadores, você desembarca no SPFW com a coleção Linha. Para que plano essa linha aponta? Quais os sonhos grandes da Leandro Castro, ainda mais neste momento de maior visibilidade?
Leandro Castro: Eu espero, com a coleção Linha, apresentada no São Paulo Fashion Week, consolidar a questão operacional da marca, também abrindo campos comerciais; mas, sobretudo, consolidando a pesquisa conceitual e experimental nas formas trabalhadas a partir de resíduo têxtil. Eu pretendo aumentar o impacto positivo a partir da utilização deles.
CHN: E assim como Kandinsky, que era sinestésico e acreditava no poder da arte, você também vê e quer mostrar mais do que o mundo nos faz enxergar, pela moda? Como você acha que a moda pode ajudar a transformar este mundo duro que a gente está presenciando?
LC: Eu acredito que a moda é uma possibilidade de transformar. A moda é um dos veículos que pode transformar a vida numa obra de arte. A partir da moda, a partir das aparências, podemos transformar. Sobretudo com peças que tenham essa elaboração espacial tridimensional, então acho que o meu trabalho vai bastante neste sentido.
CHN: Qual a sua relação com a sustentabilidade e a circularidade? Dado que você trabalha a sua arte dando novas formas aos resíduos têxteis.
LC: O meu trabalho é focado na reutilização de resíduos têxteis, de várias origens. Tanto de tecidos, matérias-primas que vieram do campo do vestuário, de fato. Então temos sarjas, vindas da Santista Têxtil, Santista Jeanswear, mas também [da] G. Vallone, que trabalha com os resíduos certificados. Então eu vou atrás das empresas, faço a coleta desses resíduos e também coleto onde há descarte de tecido, no Brás, pré-corte. Tecidos comprados pela indústria e que não foram utilizados para as peças e estão em estoques parados há muitos anos.
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