
Uma vez garota Miu Miu, sempre uma garota Miu Miu – o tal “de repente 30” de Chloë Sevigny ao retornar a passarela da marca amarra a estética 1990 revisitadas hoje por Miuccia Prada para as próximas garotas da marca.
A visão de mundo mais consciente, ecológica e resiliente de hoje, tira dos looks a ingenuidade, a cara Lolita rebelde dos figurinos dos filmes americanos românticos que inspiraram uma geração de garotas fanáticas por cultura pop, quiz de revistas, papéis de carta e um romance colegial.
Os curtos vestidos com decotes regulável por cadarço e amarração em laço surgem em diversos tecidos, dos mais ajustáveis ao corpo aos mais tecnológicos e sustentáveis. Em proposta sempre coberta por casacos – ora de couros desgastados ou puffers máxi – amamos as pelúcias nos degradê das barras criando um aspecto de vivo, algo como musgos crescendo.
As cinturas baixas das calças de alfaiataria com as barras com fendas chamam a atenção para os pés dos looks durante o caminhar das modelos, algumas com uma certa dificuldade com os sapatos, mas amamos as flats cristalizadas e o peso dos coturnos baixos – dois pesos para todos os gostos e idades.
Sim, o casting que brincou com idades diversas deixa a coleção mais inclusiva e com propostas de peças que têm força para ficarem nos closets por algumas décadas. Essa sazonalidade da moda nem sempre é sobre apenas vender, na Miu Miu exige-se reflexão sobre o seu impacto.
Se olharmos os números, a marca está ao menos nessa década batendo metas e sempre nas mais mais dos rankings – o motivo a gente tem uma leve ideia, mas só de ver a atriz e ativista Gillian Anderson fechando a apresentação, o recado está mais que dado!
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