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Monólogo com Mel Lisboa tem duas apresentações gratuitas em SP

por Redação CHNews
22/10/2024
Tempo De Leitura: 3 minutos de leitura
Mel Lisboa em cena de “Madame – Blavatsky – Amores Ocultos” – Foto: João Caldas

A emblemática trajetória da escritora russa Helena Petrovna Blavátskaya (1831-1891), cofundadora da Sociedade Teosófica, inspirou a criação do solo “Madame – Blavatsky – Amores Ocultos”, estrelado pela atriz Mel Lisboa. E o espetáculo ganha duas novas apresentações gratuitas em novembro: uma no dia 13, às 21h, no Teatro Arthur Azevedo, e outra no dia 28, às 21h, no Teatro Cacilda Becker. 

O monólogo tem dramaturgia de Claudia Barral e surgiu a partir do contato da autora com a peça “Madame Blavatsky”, de Plínio Marcos. Já a direção é assinada por Marcio Macena. 

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A dramaturgia brinca com os limites da ficção, investigando convenções da representação teatral e simulando, através do texto, uma incorporação mediúnica. Trata-se de uma não-peça, já que propõe ao espectador uma espécie de experiência mística. 

Em cena, o espírito de Helena Blavatsky exige retornar ao teatro, utilizando-se do corpo de uma atriz, para colocar a sua controversa trajetória em pratos limpos. Como toda história tem várias versões, Helena é interrompida por outros espíritos, que também querem dividir com o público as suas impressões. 

A ideia é apresentar ao público essa figura complexa, dinâmica e independente, que foi responsável pela sistematização da moderna Teosofia (que, de maneira reducionista e simples, pode ser definida como o conjunto de doutrinas filosóficas, esotéricas e ocultistas que buscam o conhecimento direto dos mistérios da vida, da natureza e da divindade). 

Blavatsky surgiu em um momento histórico em que a religião estava sendo rapidamente desacreditada pelo avanço da ciência e da tecnologia. Helena, então, tornou-se cofundadora da Sociedade Teosófica, que pregava a junção de todos os credos, incentivando a pesquisa científica, o pensamento independente e a crítica da fé cega através da razão. 

Mel Lisboa em cena de “Madame – Blavatsky – Amores Ocultos” – Foto: João Caldas

Assim, ela viveu em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico, para desenvolver seus poderes paranormais de forma controlada, a fim de que pudesse servi-los como instrumento para a instrução do mundo ocidental. Lutou contra todas as formas de intolerância e preconceito, atacou o materialismo e o ceticismo arrogante da ciência, e pregou a fraternidade universal. 

“Essa personagem única influenciou milhares de pessoas em todo o mundo desde que apareceu, da população comum a estadistas, líderes religiosos, literatos e artistas, e deve mais do que nunca ser conhecida do público. Ela abalou e desafiou de tal modo as correntes ortodoxas da religião, da ciência, da filosofia e da psicologia, que é impossível ficar ignorada. Foi uma verdadeira iconoclasta – ao rasgar e fazer em pedaços os véus que encobriam a realidade”, conta  Macena. 

Helena também se tornou o alvo de ataques e injúrias, pela coragem e ousadia de trazer à luz do dia aquilo que era blasfêmia revelar. Lentamente, os anos se encarregaram de fazer-lhe justiça. Apesar das invectivas, considerava-se feliz por trabalhar “a serviço da humanidade”, e deu provas de sabedoria ao deixar que as futuras gerações julgassem a sua magnífica obra. 

Teatro Arthur de Azevedo – Av. Paes de Barros, 955, Alto da Mooca, São Paulo. Ingressos gratuitos, distribuídos 1 hora antes da sessão na bilheteria do teatro.
Teatro Cacilda Becker – R. Tito, 295, Lapa, São Paulo. Ingressos gratuitos, distribuídos 1 hora antes da sessão na bilheteria do teatro.

Tags: A emblemática trajetória da escritora russa Helena Petrovna Blavátskaya (1831-1891)cofundadora da Sociedade TeosóficagratuitoMadame - Blavatsky - Amores OcultosMarcio Macenamel lieboamonólogoPlínio Marcossoloteatro
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