
Com direção de Jon M. Chu, Wicked (parte 1), musical que está fazendo sucesso de bilheteria e foi indicado a dez prêmios no Oscar 2025, tem figurinos que trazem a magia das bruxas às roupas. O responsável por essa mágica é Paul Tazewell, ganhador de prêmios Tony e Emmy, que leva sua segunda indicação para a estatueta do cinema. Paul tomou como referência para os trajes, elementos como a terra e o ar e buscou ser fiel às obras já existentes da aventura: “Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West” (1995), de Gregory Maguire e a adaptação icônica da Broadway – que fez Ariana Grande apaixonar-se pelo universo de Oz.
Os números do figurino impressionam: mais de 100 profissionais de apoio para confeccionarem mais de mil peças em oito ateliês, em quase dois anos. Um dos modelos de vestidos, entre os utilizados por Ariana Grande, foi bordado com vinte mil contas em seu corset e precisou de mais de 225 horas para ser finalizado.

Cynthia Erivo, que interpreta a Bruxa Má do Oeste, Elphaba e Ariana Grande, que dá vida à Bruxa Boa do Norte, Glinda, fizeram pedido especial à equipe de figurinos: saltos altos em todos os trajes para dar estatura nas cenas e demonstrar elevação, como representação de fortalecimento de seus poderes mágicos.
Personagens principais
Um dos mais lembrados pelos espectadores quando saem das salas de cinema, o vestido “bolha” de Glinda – inspirado na bolha a que a bruxa chega a Munchkinland e na personagem do filme “O Mágico de Oz” (1939) – foi feito em silhueta de “princesa fada”, que demandou um suporte próprio. A estrutura dele foi pensada na forma da espiral de Fibonacci e feita com crinolina e muitas camadas do tecido organza, de seda, estampadas com bolhas e aplicação de lantejoulas e cristais. A peça como um todo requereu técnicas de engenharia para sua confecção, o que pode ser notado em seu corpete, feito em cor-de-rosa e espirais de cristais, além do decote em forma de uma borboleta, para o apelo etéreo. Com o vestido, foi utilizada uma coroa como acessório, que também contou com o ideal de bolhas e espirais e emprego de diamantes.

Ao contrário da inclinação à fluidez e ao aspecto aéreo para Glinda, Para Elphaba, a sobriedade e aspectos terrenos guiaram seu guarda-roupas. Seu chapéu é inspirado no simbólico chapéu de uma bruxa, com ponta torta. Além disso, ele foi criado em conjunto com a narrativa do diretor, Jon M. Chu, de iniciar o longa com cena do chapéu que remete o público a uma montanha, por sua forma. Foi pensado, ainda, para expressar o poder da bruxa má, que se transforma ao pô-lo na cabeça. De tecido preto plissado, o acessório tem dobras de diferentes tamanhos, possibilitando o efeito de abertura, da cena em que os amigos de Glinda o encontram.

Por ser defensora dos animais, é possível ver expressa em suas vestes uma relação com a natureza. O plissado em transparência de blusa e as formas criadas em saia de lã, que remetem a cogumelos. Em seu vestido feito de chiffon, ombros e cintura bem-definidos com pregas e padrão em ondas.
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