
Quando Pierpaolo Piccioli aterrissou em Paris para assumir o posto de novo diretor criativo da Balenciaga, em junho passado, seu primeiro destino não foi o hotel, mas sim o arquivo histórico da maison nos arredores de Bourget. Foram três dias inteiros dedicados a investigar de perto vestidos icônicos que, até então, conhecia apenas por imagens – um mergulho sensorial nas raízes da marca.
Durante o mês seguinte, Piccioli dividiu a sede da Balenciaga com Demna, que preparava seu último desfile de alta-costura, apresentado em 9 de julho, antes de seguir para comandar a Gucci, em Milão. Essa convivência criativa incomum transformou-se em um exercício de respeito e colaboração: “Compartilhar equipes e espaços mostrou que a moda também é feita de tolerância e escuta. É uma lição de vida, não só de estilo”, refletiu o italiano em entrevista ao “WWD”.
Neste sábado, todo esse processo se revelou na passarela. Com aplausos de pé, Piccioli apresentou uma estreia que não apenas revisitava a essência da maison espanhola, mas a destilava em uma narrativa contemporânea – elegante, fiel à herança da Balenciaga e, ao mesmo tempo, carregada de frescor.
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