
As receitas do Grupo Salvatore Ferragamo cresceram 4,6% em relação ao ano anterior, a taxas de câmbio constantes, atingindo € 259 milhões no segundo trimestre de 2026. No primeiro semestre, as receitas somaram € 468 milhões – um aumento de 1,9% em termos anuais -, resultado que a empresa atribui ao forte desempenho do canal de venda direta ao consumidor, compensado pelo desempenho fraco do canal de atacado.
O segundo trimestre pode marcar uma nova direção para a marca, que vinha enfrentando dois trimestres consecutivos de queda nas vendas e, anteriormente, um crescimento modesto. O lucro operacional bruto do primeiro semestre ficou em € 90 milhões, ante € 73 milhões no mesmo período de 2025, com a margem subindo para 19,2%, frente aos 15,3% registrados um ano antes.
As vendas no canal de venda direta ao consumidor – um foco específico do grupo – cresceram 6,6% em relação ao ano anterior no segundo trimestre, impulsionadas pelo desempenho sólido da rede de lojas monomarca e pelo crescimento de dois dígitos no site Ferragamo.com, graças ao aumento do tráfego e do valor médio dos pedidos. O crescimento no atacado manteve-se estável no trimestre, à medida que a empresa prossegue com a readequação de seus canais de distribuição.
Por região, a América do Norte liderou o crescimento das vendas, com alta de 13% no segundo trimestre, sustentada pelo ritmo contínuo de vendas e pela comercialização a preço cheio nos EUA, o principal mercado da Ferragamo. A América Central e do Sul veio na sequência, com crescimento de 6,5%. As vendas na região da Ásia-Pacífico recuaram 0,6% devido ao desempenho negativo no atacado, embora o mercado japonês tenha crescido 2,8% no trimestre, uma tendência observada também entre os concorrentes neste período.
No primeiro semestre do ano, calçados e artigos de couro permaneceram como as categorias mais fortes da Ferragamo, representando 45,4% e 40,8% das vendas totais, respectivamente. As vendas de artigos de couro caíram 3,1% no semestre, enquanto as de calçados cresceram 5,1%.
As vendas de vestuário subiram 5,6%, e as de artigos de seda e outras categorias avançaram 7,8%. O grupo destacou o progresso alcançado no aumento do desejo despertado pelas coleções recentes, enquanto continua a ampliar a visibilidade de categorias-chave e produtos icônicos.
A empresa ainda não substituiu o CEO Marco Gobbetti, que deixou o cargo em fevereiro de 2025. O presidente do conselho do grupo, Leonardo Ferragamo, tem supervisionado os negócios.
“Embora a visibilidade sobre o cenário macroeconômico permaneça limitada, [estamos] cada vez mais focados no desenvolvimento do negócio a médio e longo prazo”, afirma a empresa no comunicado de resultados. “O progresso alcançado nos últimos 12 meses gera crescente confiança na direção estratégica adotada, à medida que a Ferragamo continua a fortalecer as capacidades, os processos e as bases organizacionais necessárias para proporcionar crescimento sustentável e criação de valor ao longo do tempo.”



