
O TikTok já decidiu: a mais nova it-bag é de Pierre Laborde. Haitano e estabelecido em Nova York há 40 anos, Pierre produz suas bolsas à mão e as vende em feiras de ruas para filas que se estendem por quarteirões. A demanda é tamanha que ele precisou desenvolver um sistema de lista de espera e fila digital para organizar as vendas e evitar confusões.
Mesmo que suas bolsas tenham nascido em 2008 e marquem presença nas feiras desde 2016, elas começaram a chamar atenção em 2024 nas redes sociais. Mas tudo mudou de verdade no final do ano passado com um TikTok viralizado.
No vídeo, a influenciadora @Ideal.Grace conta que achou o artista local que faz as bolsas mais incríveis de Nova York por menos de US$ 200. Um detalhe importante: no vídeo original ela sequer menciona o nome de Pierre Laborde, e ele só aparece nos comentários na forma de respostas a incontáveis perguntas de “quem é ele?”.
Atualmente, as criações do designer orbitam em volta dos US$ 200 como preço inicial, com alguns sites de revenda chegando aos US$ 1000. Cada uma das bolsas é produzida pelas mãos do próprio Pierre Laborde em um estilo descrito como “de qualidade vintage com sensibilidade moderna”.
Além disso, ele incorpora cores e heranças haitianas e caribenhas aos seus trabalhos por meio de tonalidades ousadas e acabamentos brilhantes. A isso ele incorpora interiores decorados com tapeçarias, miçangas e diferentes tipos de couro.
As quatro décadas da estadia de Pierre em Nova York começaram logo quando ele terminou o ensino médio no Haiti. Ao ser aceito no Fashion Institute of Technology, ele se mudou para o país com o sonho de ter uma carreira em moda. Mas, só conseguia pagar por uma matéria por vez enquanto fazia bicos pela cidade para se sustentar. Após se formar em design de moda em 1999, ele desenvolveu suas bolsas ao notar a imensa popularidade da Neverfull da Louis Vuitton.
Com mais de 156 mil seguidores no Instagram e outros 148 mil no TikTok, Pierre Laborde está longe do anonimato. E suas publicações que antes passavam em branco pelas redes sociais, são uma enxurrada de elogios e relatos de usuários freneticamente em busca de lugares nas filas digitais para comprarem as bolsas.
Porém, apesar da demanda e da popularidade, ele continua a produzir suas bolsas manualmente no Harlem, em seu apartamento que também funciona como ateliê. O próprio Pierre se encarrega do corte, costura e construção de cada uma das suas criações para, ao seu ver, se manter fiel aos seus começos. E, por conta disso, nem pensa em expandir a produção.


