
A Lojas Renner S.A. voltou a aparecer entre as empresas com melhores práticas ambientais, sociais e de governança do mundo. A companhia foi incluída no Sustainability Yearbook 2026, anuário da S&P Global que reúne organizações com desempenho de destaque em sustentabilidade corporativa.
O reconhecimento tem peso: nesta edição, mais de 9.300 empresas de 59 setores foram avaliadas pelo Corporate Sustainability Assessment, metodologia internacional que mede a gestão e os resultados das companhias em critérios ESG. Apenas 848 empresas alcançaram pontuação suficiente para entrar na lista.
Entre elas, a Renner aparece como a única varejista brasileira de moda presente no anuário, reforçando sua posição como referência na agenda ESG no setor. Segundo Eduardo Ferlauto, diretor de sustentabilidade da companhia, o reconhecimento reflete uma estratégia integrada ao negócio. “Estar novamente entre as empresas reconhecidas no Sustainability Yearbook reforça que nossa estratégia de sustentabilidade está avançando de forma consistente. Consolidamos um modelo que combina impacto ambiental e social positivo com geração de valor econômico”, afirma.
A agenda ESG da empresa não é recente. A sustentabilidade faz parte da estratégia corporativa da Renner há mais de uma década. Depois de cumprir as metas públicas do ciclo 2018–2021, a companhia lançou, em 2022, um novo plano com compromissos mais ambiciosos até 2030. O programa reúne 12 objetivos estruturados em três pilares:
– Coluções climáticas, circulares e regenerativas;
– Conexões que amplificam
– relações humanas e diversas.
Essas frentes orientam a atuação de todo o ecossistema de moda e lifestyle da companhia e apoiam a transição para uma economia de baixo carbono. A meta de longo prazo é atingir neutralidade climática (net zero) até 2050, objetivo já aprovado pela Science Based Targets initiative.
A integração entre sustentabilidade e desempenho financeiro também começou a aparecer de forma mais clara nos números da empresa. Em 2025, a Renner se tornou a primeira varejista do mundo [e a segunda empresa entre todos os setores] a divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade seguindo as normas IFRS S1 e S2. O primeiro relatório, referente a 2024, apontou que as iniciativas sustentáveis geraram R$ 100 milhões de impacto positivo no resultado operacional, mesmo com perdas associadas a eventos climáticos extremos, como inundações e ondas de calor.
Para a próxima década, as projeções indicam geração líquida de caixa entre R$ 191 milhões e R$ 217 milhões, impulsionada principalmente pelo uso de energia renovável de baixo impacto e pelo aumento das receitas com produtos mais sustentáveis.



