
Alberto Caliri é um chef (de moda) que conhece de cor a cozinha da Missoni e os ingredientes das suas melhores receitas.
O designer está na marca há duas décadas antes de assumir a direção criativa, primeiro em 2021, e novamente no ano passado, após os dois anos de Filippo Grazioli.
Em tempos em que as empresas buscam o efeito surpresa com novas contratações na direção criativa, Caliri defende a continuidade e a consistência nas linhas feminina, masculina e home. Mas isso não significa que seu trabalho não seja inovador: o designer veterano está liderando uma evolução sutil na renomada grife, o que não é uma tarefa fácil. Afinal, como vender uma nova peça Missoni para consumidores que provavelmente já têm uma boa quantidade de zigue-zagues e listras guardados em seus armários?
Aparentemente, abordando aquele ritual tão familiar. Em vez de cortejar apenas novas gerações de clientes, Caliri está olhando para a Missoni com uma abordagem direta e intergeracional, baseada na atualização discreta do caimento e do acabamento dos arquétipos do guarda-roupa e na retomada de um certo apelo burguês enraizado na marca.
Na coleção resort 2026, camisas polo de tricô que poderiam ter pertencido a um avô foram repaginadas como minivestidos, aparecendo ao lado de vestidos inspirados nos anos 60 que canalizavam um clima jovem, porém sofisticado.
Opções leves e arejadas até o tornozelo se somaram à atitude descontraída e elegante, que também se refletiu em cardigans de cashmere trabalhados em técnica 3D, malhas com padrões mais finos e saias e vestidos plissados com fios de lurex ou com pequenas lantejoulas embutidas em sua trama.
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