
A Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro, apresenta a exposição “Luz de Abril, Portugal, 1974”, com 38 fotografias de Alécio de Andrade (1938-2003) que registram a Revolução dos Cravos em curso no país europeu. O grande fotógrafo, radicado em Paris desde 1964, percorre Portugal “com sua Leica pendurada no pescoço”, como descreve o historiador francês Yves Léonard (1961), no livro homônimo que será lançado na exposição.
“Passeando seu olhar sobre o Portugal da Revolução dos Cravos, Alécio de Andrade captou instintivamente a imagem de um povo há muito habituado às maiores misérias, infinitamente resiliente, exemplar à sua maneira. Um povo cujos olhares e sorrisos são ainda mais desarmantes por se oferecerem com reserva. Um Portugal à altura dessas mulheres e desses homens captados com empatia em seu cotidiano, na esquina de uma rua, num campo ou num desfile”, escreve o historiador.

A idealização do projeto é de Patricia Newcomer, viúva de Alécio de Andrade. A impressão das fotografias é de Toros Lab, que sempre trabalhou com o fotógrafo. A exposição ficará em cartaz de 2 de junho a 19 de julho de 2025.
Um dos grandes nomes da fotografia, primeiro brasileiro a se associar à lendária Magnum Photos, agência francesa criada por Henri Cartier-Bresson (1908-2004), o carioca Alécio Andrade, também poeta e pianista, foi para Paris em 1964, onde viveu até sua morte. Amigo de Carlos Drummond de Andrade, James Baldwin e Júlio Cortázar – com quem fez o livro “Paris ou la vocation de l’image” (1981) – Andrade colaborou com diversas publicações.
Pinakotheke Cultural – Rua São Clemente 300, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.



