
O designer japonês Soshi Otsuki, criador de marca homônima, foi o grande vencedor do Prêmio LVMH 2025, em Paris. Como ganhador, ele vai receber € 400 mil euros, além de um ano de mentoria com grandes nomes do grupo de luxo para setores como marketing, gestão e sustentabilidade.
Otsuki nasceu na cidade de Chiba, no Japão, em 1990. Ele se formou em moda masculina na respeitada Bunka Fashion College, primeira escola de moda do Japão. Grandes mestres como Kenzo Takada, Junya Watanabe e Yohji Yamamoto também a têm como Alma Mater. Em 2015, fundou sua label, que une seu nome e sobrenome em um, Soshiotsuki, com foco no menswear. No início deste ano, porém, o criativo abriu o leque da marca e abraçou o guarda-roupas feminino.
Hoje aos 35 anos de idade, o estilista já foi finalista da mesma premiação em 2016, além de ter levado prêmio no Tokyo New Designer Awards, em 2019.
O LVMH Prize já revelou mentes criativas que hoje são nomes conhecidos no mercado, como Simon Porte Jacquemus, Nensi Dojaka, Marine Serre e Grace Wales Bonner. Neste ano, o júri foi composto por nomes como Nicolas Ghesquière, Marc Jacobs, Phoebe Philo, Pharrell Williams, Nigo, Jonathan Anderson, Stella McCartney e Sarah Burton. Além de executivos do grupo, como Delphine Arnault, CEO da Dior, e Sidney Toledano, veterano do conglomerado francês de luxo.

O trabalho de Soshi Otsuki em sua grife foca na alfaiataria tradicional, com utilização – em toques eco-friendly -, de matérias-primas japonesas. Baseada em Tóquio, a marca têm trazido inspiração do estilo e da cultura dos anos 1980 no Japão em suas últimas coleções.
Como na linha “The Shape itself”, de verão 2026, com peças oversized e retrô, até mesmo na estética da fotografia empregada no shooting. Tudo relembra os “サラリーマン – sarariman”, ou salaryman, figura estereotípica de funcionários de escritório presente a partir dos anos 1980 no país do sol nascente, com o sucesso de sua economia pelo investimento em tecnologia de computadores.
Já com relação aos materiais, Otsuki homenageia sua terra natal ao criar camisas, como as da coleção de inverno 2025, “Distorted Elegance”, com sobra da seda utilizada para fazer quimonos. Ou ainda blazers de algodão washi, proveniente de fibras de plantas que originam o papel tradicional nipônico.
Além disso, Soshi brinca com suas peças. Na mesma linha “Distorted Elegance”, há modelo de calça com mais um passador na cintura, que serve para portar um cigarro. Bem como cintos com fivelas que se transformam em cinzeiros.



