Veja como foi a segunda-feira (20.10) de desfiles no SPFW N60, último dia do evento:
Gustavo Silvestre








O dia começou com Gustavo Silvestre no museu de arte contemporânea de São Paulo, o MAC. O estilista, que há uma década trabalha capacitando detentos em técnicas de crochê através do projeto Ponto Firme, desfilou uma coleção desenvolvida por 14 artesãos treinados por ele. Todo material que ele usa é sustentável, com peças que seriam descartadas e sobras de matérias-primas como o couro.
Weider Silveiro









Inspirado na personagem Pacarrete e na força e delicadeza do balé clássico, Weider Silveiro cria linha inteiramente de malha para a sua passarela.
Apartamento 03










“O Menino Beijo” é o novo gesto poético de Luiz Claudio, diretor criativo da Apartamento 03. Inspirada em Benjamim de Oliveira (primeiro palhaço negro do Brasil), a coleção transforma memória em movimento e celebra o poder da arte como resistência. Alfaiataria de aura teatral, dourados e pratas líquidas, patchworks de sedas plissadas, vestidos geométricos e peças em madeira pintadas à mão se encontram em um diálogo entre tradição e modernidade. Com beleza assinada por Ricardo dos Anjos, a passarela se tornou um manifesto de ancestralidade e orgulho das raízes, com um casting 95% negro.
Martins









Silêncio também fala. Na nova coleção da Martins, Tom Martins transforma a pausa em linguagem e o tempo em matéria de criação. “Silêncio” revisita o início de sua trajetória para construir um presente que reflete maturidade, técnica e sensibilidade. É um exercício de recomeço, onde o passado inspira novas possibilidades e o futuro se anuncia em costuras precisas. Tecidos como denim, tricoline de algodão egípcio, viscose, cetim e nylon traduzem o diálogo entre tradição e inovação. Na coleção, Tom reafirma sua assinatura: o silêncio como potência criativa, e a moda como modo de existir no tempo.
Lino Villaventura










Lino Villaventura encerrou o SPFW N60 com toda a dramaticidade fashion que é marca registrada de sua grife homônima. Tecidos esvoaçantes, volumes esculturais e gestos teatrais transformaram a passarela em um verdadeiro espetáculo visual, reafirmando o lugar do estilista como um dos maiores contadores de histórias da moda brasileira.



