
Quem nunca julgou um livro pela capa? Ou julgou o que alguém vestia? Julgou em silêncio, apenas na cabeça, ou enviou um printscreen no grupo dos bffs. Faz parte do ser humano, e é graças a essa capacidade de opinião que temos que o jornalismo existe, as críticas existem, os autores nascem, os livros contam e sua interpretação os julga.
Então, se existimos e pensamos, logo julgamos. É uma interpretação minha para o verão 2027 da Valentino de Alessandro Michele que, na biblioteca Sainte-Geneviève, pediu que os convidados levassem um livro para ser doado para outras tantas bibliotecas pela Europa.
Uma ação relevante como esta pedia uma celebração, e foi bem isso, os looks foram criados prontos para uma grande ferveção.
Mas, se a nova geração não é da noite, onde foi parar a montação? Na Valentino não tem mais hora e lugar para escolhas ousadas, mix de texturas inusitados, brilhos e cores em excessos, luxo e preciosidade nos materiais e acessórios, tudo pode e em qualquer lugar, ate mesmo para ler um livro.
Se rendas, brocados, bordados, tafetá, plissados, flores, penas, chapéu à la Carmen Sandiego e batom vermelho, ao som de “Music”, da Madonna, cabem em uma biblioteca é porque ela é diversa, nas prateleiras cabe-se tudo, da futilidade aos dicionários, da comédia ao drama, da política ao negacionismo também, infelizmente, mas Michelle não é santo e amamos o color bloking contra o genocídio Palestino, bravo!
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