
O segundo dia da semana de moda de Milão começa com Max Mara que, para o inverno 2026, reflete um cenário não muito positivo para este futuro próximo. Como já estamos prevendo após a temporada londrina, as marcas e diretorias estão colocando os pés no freio na espera de uma nova recessão.
Em tempos de crise, rapidamente vemos na moda caírem excessos, somem colarinhos e golas, simplificam modelagens, a matéria prima se escassa, e a expertise dos criativos torna-se algo mais importante, afinal com tamanhos obstáculos apresentar o simples desejável torna-se o carta trunfo de sobrevivência para os que querem seguir abertos.
Da cartela de cores habitual da casa, com seus neutros e terrosos, surgem looks totais monocromáticos, que incluem os poucos acessórios da coleção – como luvas, bolsas, botas longas sem salto e óculos – gerando uma imagem quase que desejando se esconder, se camuflar ou passar despercebida.
Apesar da urgência e pressa que épocas de crise possam gerar no coletivo, na Max Mara a cautela é sinônimo de conforto. Cashemere, tricôs, lãs e camurças cobrem da alfaiataria clássica italiana, ao despojamento urbano de peças casuais e até mesmo em espertas propostas para festas e noites – que a crise te tirar o sono – o cetim de seda pura brilhante e líquido surge como a dose de escapismo em meio ao caos.
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