
O Masp inaugura, em 4 de setembro, a coletiva internacional “Histórias latino-americanas”. Com 187 trabalhos de 148 artistas de 20 países, a exposição ocupa cinco galerias do Edifício Pietro Maria Bardi e propõe uma leitura crítica sobre a formação política, social e cultural da região.
Com curadoria de Amanda Carneiro e Julieta González, a mostra reúne obras do período pré-colonial à atualidade. Pinturas, fotografias, esculturas, mapas, documentos, instalações, vídeos e peças têxteis abordam temas como colonização, extrativismo, migrações, diásporas, resistência, desigualdade e projetos de progresso.

A exposição está dividida em cinco núcleos: O mundo ao revés, Retórica do progresso, Sociedades americanas, Estamos em salsa e A queda do céu. O percurso passa pela invasão europeia, pela urbanização do século 20, por experiências de organização coletiva e pela força da cultura popular, além de discutir a destruição ambiental e outras ameaças aos modos de vida latino-americanos.
Entre os destaques estão obras de Cildo Meireles, Antonio Caro e Hélio Oiticica, além de trabalhos comissionados de Mariana Castillo Deball, Jamac, Marcela Cantuária, Marcelo Cidade, Manuel Chavajay, Maurício Lupini e Podeserdesligado. Uma instalação de Deball reproduz, em grande escala, um dos primeiros mapas europeus de Tenochtitlan, capital do Império Asteca e atual Cidade do México.

Tema do ciclo curatorial do Masp em 2026, “Histórias latino-americanas” não pretende apresentar uma versão definitiva do continente. A proposta é colocar diferentes tempos, territórios e narrativas em diálogo, mostrando a América Latina como uma região marcada por conflitos, disputas, invenções e formas coletivas de resistência.
Masp – Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista, São Paulo, SP.



