
As ações da Shein caíram até 10% em seu primeiro dia de negociação na Bolsa de Valores de Hong Kong antes de recuperarem parte das perdas, marcando o desfecho de uma trajetória turbulenta de vários anos até a estreia no mercado.
Os papéis, vendidos a HK$ 48,56 na oferta pública inicial (IPO), eram negociados em baixa de 4,9%, a HK$ 46,18, durante a tarde de terça-feira (01.09) em Hong Kong, após terem atingido a mínima de HK$ 43,72.
Apesar de sucessivas quedas na avaliação da Shein antes da venda inicial de ações, os investidores pressionaram os papéis para baixo, mantendo dúvidas sobre o modelo de negócios da empresa em meio a uma série de desafios surgidos nos últimos anos. Após a queda do preço das ações na terça-feira, o valor de mercado da Shein estabilizou-se em cerca de US$ 25 bilhões.
A estreia representa um teste importante para uma empresa cujo valor de mercado disparou durante a pandemia, antes de cair drasticamente à medida que o crescimento desacelerava e reguladores, políticos e investidores passavam a ver com crescente ceticismo seu modelo de negócios centrado na China e baseado em custos ultrabaixos.
O valor de mercado da Shein agora equivale a um quarto da avaliação de quase US$ 100 bilhões que a empresa ostentava em 2022, quando o boom das compras online a impulsionou para o grupo das empresas privadas mais valiosas do mundo.



