
A tão aguardada estreia de Alessandro Michele na semana de alta-costura fez do mundo fashion uma onda de listagens especulativas sobre quais rumos a histórica Valentino seguiria pelo olhar característico e reconhecível do novo diretor.
E, aparentemente, o próprio decidiu embarcar e criar sua própria lista, passado e futuro, arte e música, tradição e ruptura, cultura e tecnologia, manufatura e conhecimento e, como muito bem colocado, etecétera. De mãos limpas como sugere o convite da apresentação contendo três sabonetes artesanais italianos, a coleção, intitulada #Vertigineux, conta com 48 looks em um casting que se destaca por enaltecer a mulher em suas tantas fases da vida.
Agora já menos ansioso para o esperado début, faz sentido o ato de listar ser a discussão central. A começar, uma pode se dizer que as possibilidades de conclui-la nunca chegue, e o que barra a criatividade? Absolutamente nada aparentemente para a Valentino e seu ateliê ultracapacitado de artesãs e artesãos que mantêm viva técnicas manuais riquíssimas.
O renascimento, barroco e rococó europeus se combinam às dinastias milenares chinesas, indianas, às tribos apaches e por que também não incluir a latinidade asteca, tudo usado com inteligência certeira elaborando look a look. Nenhum detalhe passa: dos finos bordados que iluminam as barras de inúmeras camadas de tule embabadados, até mesmo nas espetaculares máscaras e headpieces que decoram o visual.
Nesse ritmo muito bem orquestrado entre volumes pesados de saias rodadas e ancas saídas do closet de rainhas, surgem plissados e drapeados em propostas mais fluidas de panôs e calças das mil e uma noites. E essa lista não parece ter fim, muito menos a capacidade técnica de mãos especializadas que com linha e agulha conseguem tirar do papel e reproduzir incríveis obras de arte.
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