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América Latina: e-commerce entra 2026 mais maduro e seletivo

por Carol Hungria
24/12/2025
Tempo De Leitura: 7 minutos de leitura
Foto: charlesdeluvio/Unsplash.com

A América Latina entrará em 2026 com um cenário de e-commerce mais maduro e seletivo. Após anos de crescimento, o foco está se voltando para a rentabilidade, a confiabilidade operacional e a adaptação tecnológica, com ênfase em inteligência artificial (IA) e métodos de pagamento locais.

As diferenças entre os países ditarão estratégias distintas para marcas e varejistas que buscam escalar na região. Brasil e México são os líderes, enquanto mercados como Colômbia, Peru e Argentina estão avançando rapidamente, de acordo com um relatório sobre e-commerce na América Latina da Americas Market Intelligence (AMI).

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Tamanho e taxa de crescimento do mercado

Diversos estudos e projeções concordam que o volume de e-commerce na região continuará a se expandir durante 2026, embora em um ritmo mais moderado do que os picos observados durante a pandemia de Covid-19.

Para 2024 e 2025, o mercado já era estimado em cerca de US$ 190 a 195 bilhões. Várias projeções apontam que o comércio online da região atingirá ou ultrapassará US$ 200 bilhões até 2026.

Analistas da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI/AMI) e outros relatórios do setor identificam México, Peru, Colômbia e Argentina como os mercados com maior projeção de crescimento na região. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento da penetração de dispositivos móveis, melhorias na infraestrutura e expansão dos métodos de pagamento digital.

Enquanto isso, o Brasil permanece o maior mercado da região, com participação dominante no volume de vendas online. O país também atua como motor de inovação em logística e métodos de pagamento, onde plataformas como o Mercado Livre e soluções locais estão acelerando a adoção e o aprimoramento do ecossistema digital.

Força dos marketplaces e do comércio social

Marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee continuarão a dominar a demanda e a expandir seus negócios de publicidade.

Paralelamente, o comércio social, ou seja, a compra direta por meio de redes sociais, consolidará seu papel como canal de descoberta para o público jovem na região, segundo relatórios divulgados pelo Mercado Livre.

Marcas que não dominarem tanto o conteúdo criativo de formato curto quanto as operações de vendas rápidas correm o risco de perder visibilidade entre públicos-chave.

Métodos de pagamento

A América Latina é uma região heterogênea em termos de métodos de pagamento, onde cartões tradicionais, financiamento parcelado e transferências bancárias coexistem com um crescimento expressivo de carteiras digitais e outras formas alternativas.

Estudos da dLocal mostram que quase 70% dos consumidores latino-americanos estão menos dispostos a comprar em sites que não aceitam métodos de pagamento locais. Os métodos regionais já representam aproximadamente metade de todas as transações digitais na região, uma tendência que deve continuar em 2026 e além.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, o sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, não só cresceu exponencialmente em transações peer-to-peer (P2P), como também está substituindo os cartões como o principal método de pagamento no e-commerce.

Além disso, relatórios da EBANX mostram que métodos de pagamento alternativos, como transferências em tempo real e carteiras virtuais, representaram quase 40% do volume total do comércio digital na região. Eles são particularmente proeminentes em países como Colômbia (50%) e Brasil (44%).

Tudo isso confirma que a adaptação aos métodos locais e a oferta de financiamento flexível continuarão sendo fatores decisivos na experiência de compra online em 2026. Oferecer uma diversidade de opções de pagamento é fundamental para conquistar a confiança e a participação de mercado na América Latina.

Logística: velocidade, consistência e cobertura

Nos próximos anos, a promessa de “entrega em 24 horas” deixará de ser a única vantagem competitiva. Consistência na entrega, rastreabilidade em tempo real e a capacidade de atender tanto áreas urbanas quanto periféricas estão se tornando fatores igualmente críticos para a experiência do consumidor.

Um relatório da ecommercenew.pe sobre tendências de logística no comércio eletrônico destaca que as empresas estão investindo em novos modelos logísticos para oferecer pontos de coleta automatizados, melhorando a acessibilidade e o rastreamento de pedidos.

Além disso, dados do setor publicados em um artigo da Infobae.com mostram que os consumidores valorizam a certeza e a precisão acima da velocidade pura.

Na Argentina, por exemplo, mais de 30% dos pedidos são entregues em 24 horas. A pressão do mercado exige que os prazos prometidos sejam rigorosamente cumpridos, reforçando a importância da rastreabilidade e da confiabilidade em toda a cadeia logística.

Especialistas também enfatizam que a colaboração com alianças logísticas, fornecedores terceirizados e plataformas tecnológicas será um componente essencial para reduzir os custos associados a devoluções e manter altos níveis de serviço. Isso é especialmente verdadeiro em uma região onde a infraestrutura pode ser díspar entre grandes cidades e áreas remotas.

Inteligência artificial: personalização e eficiência

A adoção da inteligência artificial no comércio continuará a se expandir até 2026, aplicada a sistemas de recomendação, buscas inteligentes, otimização dinâmica de preços e geração de conteúdo.

De acordo com o relatório “The State of AI in Retail” da McKinsey & Company, empresas que utilizam IA para personalização avançada e gestão da demanda alcançam aumentos significativos na conversão e na eficiência operacional. No entanto, isso só é válido quando esses sistemas são baseados em dados proprietários do cliente, em vez de modelos genéricos.

Paralelamente, estudos do Capgemini Research Institute sobre IA generativa no varejo alertam que a vantagem competitiva não estará mais na adoção da tecnologia, mas em como ela é utilizada, destacando a necessidade de estruturas claras e a prevenção de erros de automação.

Sustentabilidade, transparência e regulamentação

Relatórios multilaterais sobre a economia digital alertam que a digitalização tem impactos ambientais e sociais que não podem mais ser ignorados. O Relatório sobre a Economia Digital de 2024 da UNCTAD (Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) destaca que o crescimento da economia digital está associado ao aumento do consumo de energia, da extração de matérias-primas e da geração de lixo eletrônico. Isso exige abordagens sustentáveis ​​e circulares para mitigar esses efeitos negativos.

Ao mesmo tempo, os marcos regulatórios e as políticas fiscais em diversos países estão prestando mais atenção a aspectos como o comércio internacional, a tributação de vendas online e a proteção do consumidor.

Organizações como o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) ressaltam que os países em desenvolvimento estão atualizando seus marcos de proteção ao consumidor para abordar os desafios específicos do comércio eletrônico, incluindo aqueles relacionados à assimetria de informação, privacidade e jurisdição nos mercados digitais.

Até 2026, variáveis ​​como transparência de origem e rastreabilidade de materiais, bem como políticas de devolução claras, se consolidarão como fatores de confiança que influenciam as decisões de compra. As políticas de devolução têm um impacto ambiental significativo devido à logística reversa associada ao comércio eletrônico.

América Latina: um caso singular no comércio eletrônico global

Embora o comércio eletrônico esteja crescendo globalmente, a América Latina apresenta uma dinâmica própria em comparação com regiões mais maduras. Enquanto as vendas globais do comércio eletrônico devem ultrapassar os cinco trilhões de dólares até 2026, com taxas de crescimento se estabilizando na América do Norte e na Europa, a América Latina está prestes a se tornar a região com a maior expansão relativa. Suas taxas devem ficar acima da média global, de acordo com estimativas da Statista e análises de mercado da eMarketer.

Relatórios internacionais concordam que a região combina alto crescimento, menor saturação e rápida adoção de pagamentos digitais e consumo móvel. Isso a diferencia da Europa e dos EUA, onde o foco está na otimização de operações já consolidadas.

De acordo com a UNCTAD e relatórios do setor da Ecommerce Bridge Europe e da TyN Magazine, o desenvolvimento da infraestrutura digital, os métodos de pagamento locais e o avanço do comércio social criam um cenário mais dinâmico. Isso representa maiores oportunidades de expansão para marcas e designers de moda que buscam crescer na América Latina até 2026.

Tags: AmazonAmérica LatinaAmericas Market IntelligenceCapgemini ResearchDesenvolvimento SustentáveldLocale-commerceEBANXeMarketerinteligência artificialMcKinsey & CompanyMercado LivrePayments and Commerce Market IntelligencePixShopeeUNCTAD
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