
O grupo norte-americano de moda Capri Holdings registrou queda nas vendas durante o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/26. No entanto, conseguiu retornar à lucratividade. Os resultados mais recentes da empresa, divulgados nesta terça-feira (03.02), superaram as expectativas da administração e dos analistas.
No trimestre mais recente, encerrado em 27 de dezembro, a receita das operações continuadas totalizou aproximadamente US$ 1,02 bilhão. Esse valor exclui a contribuição da marca Versace, cuja venda para o grupo de moda Prada SpA foi concluída no início de dezembro. Isso representou uma queda de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ajustada pelas flutuações cambiais, a receita recuou 5,9%.
A queda na receita do grupo foi atribuída aos prejuízos de sua principal marca, Michael Kors. Suas receitas caíram 5,6% no terceiro trimestre, para US$ 858 milhões, ou 7,3% em moeda constante. Em contrapartida, a marca de calçados Jimmy Choo apresentou um aumento de 5%, atingindo US$ 167 milhões. Isso representa um aumento de 1,9% em moeda constante.
Custos inesperadamente altos decorrentes de recentes alterações tarifárias fizeram com que a margem bruta caísse para 60,8%. Isso representa uma queda em relação aos 63,1% registrados no mesmo trimestre do ano passado.
No entanto, devido à redução de encargos extraordinários, o lucro operacional das operações continuadas aumentou de US$ 26 milhões para US$ 46 milhões. Ajustado por itens especiais, o lucro operacional diminuiu de US$ 97 milhões para US$ 79 milhões.
O presidente e CEO, John Idol, elogiou os números surpreendentemente sólidos. “Estamos muito satisfeitos com os resultados do terceiro trimestre, que superaram nossas expectativas”, enfatizou em um comunicado, reafirmando a direção do grupo. “Tanto na Michael Kors quanto na Jimmy Choo, continuamos avançando com nossas iniciativas estratégicas para posicionar nossas marcas exclusivas para o sucesso a longo prazo”, explicou Idol.



