
No dia 1º de novembro, a Simões de Assis inaugura em São Paulo a exposição “Repetición Diferencia”, individual do artista mexicano Gabriel de la Mora. A mostra reúne obras inéditas feitas com materiais pouco convencionais, como cascas de ovo, asas de borboleta, penas de pássaro, rocha obsidiana e enfeites reflexivos. Fragmentados e reorganizados em colagens geométricas complexas, esses elementos formam composições precisas e visualmente impactantes, sempre em formatos desenhados pelo próprio artista.
Em suas obras, de la Mora propõe novos significados para materiais descartados, explorando temas como tempo, transformação e memória. O título da mostra, “Repetición Diferencia”, sintetiza o caráter processual de sua pesquisa: a repetição nunca gera uniformidade, mas variações sutis e poéticas. As duas palavras do título (idênticas em número de letras, vogais e consoantes) criam uma simetria linguística que reforça o diálogo entre as culturas mexicana e brasileira.

Reconhecido internacionalmente por transformar o cotidiano em arte, Gabriel de la Mora transita entre pintura, escultura e instalação, combinando precisão técnica e intensidade poética. Sua prática investiga os limites da permanência, o desgaste da matéria e a ideia de originalidade.
Além da exposição em São Paulo, o artista apresenta simultaneamente duas grandes individuais em museus. No Museu Jumex, na Cidade do México, está em cartaz “Gabriel de la Mora: La Petite Mort” (até 8 de fevereiro de 2026), com curadoria de Tobias Ostrander. A mostra percorre duas décadas de produção, divididas em seis núcleos que abordam temas como corpo, apagamento, desejo e prazer do espectador. Depois do Jumex, a exposição segue para o Museu de Arte Contemporânea de Monterrey (Marco).

No Brasil, de la Mora exibe também “Veemente” no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com curadoria de Marcello Dantas. Em cartaz até 16 de novembro de 2025, a mostra apresenta cerca de 70 obras produzidas entre 2000 e 2025, entre instalações, pinturas e esculturas, revelando a evolução de sua pesquisa e o diálogo com o conceito de ready-made.
Simões de Assis – Alameda Lorena, 2.050, Jardins, São Paulo, SP.



