
Em uma temporada onde a palavra “estreia” está quase banalizada perante as tantas, e os tantos de espectadores afoitos por deslizes, tropeços e caos, deixar a plateia de “boca aberta” como se diz por aqui torna a tarefa quase impossível.
Mas não para Glenn Martens que abriu as bocas de todos os modelos em um mix de perplexidade, clássico logo da marca e ida ao dentista. Mas o fato é que a coleção em si é muito Margiela como se esperava, mas principalmente é também muito Glenn: denim, streetwear, propostas comerciais ultradesejadas, soluções práticas e inventivas ao mesmo tempo, um belo start para a casa que prima pelo não convencional, prima pela criatividade.
A pressa por genialidade foi bem representada no uso de foils que mimetizaram fitas durex como quem se cola algo destruído de forma improvisada, um remédio rápido e paliativo enquanto o tratamento de choque não começa, enquanto os ganchos das calças se alongam, e os colarinhos somem.
A alfaiataria impecavelmente irregular aparece mais limpa e sem os supérfluos, as saias e vestidos com ar boudoir no meio das canelas trazem suavidade, frescor e feminilidade na companhia de rendas e dos looks estampados florais em patchwork, assim como so splashs de vermelho que subiam o tom – um tanto desafinado propositadamente da orquestra infantil que fez da trilha do desfile um show de diversão, confusão e nos fez sorrir.
Veja mais na galeria:















