
O Grupo Prada realizou conferência com investidores esta semana e um dos principais assuntos em pauta foi a Versace. A marca foi comprada pela italiana por € 1,25 bilhão, a maior transação do grupo em seus mais de 110 anos de história.
A recuperação da grife de Gianne Versace, que estava na Capri Holdings, “não será uma tarefa da noite para o dia”, diz Lorenzo Bertelli, herdeiro do Grupo Prada e presidente da Versace.
“Iniciamos essa jornada contando com diversos fatores: em primeiro lugar, o reconhecimento notável e consolidado da Versace; em segundo lugar, sua base de clientes diversificada, que tem pouca sobreposição com a base de clientes da Prada e da Miu Miu; forte legitimidade na alta-costura, moda masculina, moda feminina e em todas as categorias de produtos; e sua forte relevância cultural e valor da marca”, enumera Bertelli.
Antes da chegada do estilista Pieter Mulier na direção criativa da label, a Versace seguirá dois pilares iniciais de recuperação. O primeiro é “continuar avaliando a coleção atual e as linhas de produtos, para identificar áreas de melhoria em termos de qualidade e estrutura”, diz Bertelli. O segundo se concentrará nos canais e na distribuição, no posicionamento da marca e na transição para vendas de produtos de qualidade a preço integral.
Foi anunciado também que a linha de alta-costura da maison, a Atelier Versace, será relançada sob a direção criativa de Mulier. “A coleção continuará a evoluir à medida que avançamos no reposicionamento da marca e no relançamento de projetos especiais como o Atelier Versace”, acrescenta.
O diretor financeiro do Grupo Prada, Andrea Bonini, acrescentou que está empenhado em “limpar” as coleções, descontinuando todas as submarcas, como a Versace Jeans Couture. Bertelli também destacou as oportunidades de integrar verticalmente as cadeias de suprimentos da Versace à rede de produção do grupo.



