
Cinquenta anos após o lançamento de “Maravilhas Contemporâneas”, segundo álbum de Luiz Melodia (1951–2017), Malu Galli estreia como cantora em um espetáculo que revisita a obra do compositor carioca. O projeto, que reúne a atriz, o músico e compositor Rômulo Fróes e o pesquisador e escritor Fred Coelho, será apresentado em 8 de outubro, no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, e em 13 de outubro, na Casa de Francisca, em São Paulo.
Com direção artística e musical de Fróes, direção cênica assinada por ele e Malu e pesquisa e roteiro de Fred Coelho, o espetáculo parte das 11 faixas do disco lançado em 1976. A proposta, no entanto, vai além de uma homenagem: estabelece conexões entre a música de Melodia, a efervescência cultural dos anos 1970 e a produção brasileira contemporânea.
A ideia surgiu após Malu assistir a “Transa”, releitura criada por Fróes para o histórico álbum de Caetano Veloso. Parceiros em trabalhos de teatro, os dois decidiram desenvolver um projeto que preservasse a sonoridade e a poética de Melodia, sem deixar de dialogar com o presente.
“Pensei no ‘Maravilhas Contemporâneas’, de Luiz Melodia, como um álbum tão icônico quanto ‘Transa’. Rapidamente evoluímos para um projeto diferente de um tributo, para algo que conversasse também com o ambiente musical de hoje e comentasse a cena dos anos 70”, afirma Malu.

O repertório inclui músicas como “Questão de Posse”, “Baby Rose”, “Congênito”, “Memórias Modestas”, “Presente Cotidiano”, “Magrelinha” e “Amor”. As composições de Melodia aparecem ao lado de obras de Caetano Veloso, Novos Baianos, Djavan, Ana Frango Elétrico, Juçara Marçal, Ava Rocha, Negro Leo, Rodrigo Campos e do próprio Fróes.
As escolhas aproximam artistas de diferentes épocas e destacam temas recorrentes na obra de Melodia, como amor, solidão, desigualdade social, Carnaval, morte e liberdade. A combinação também evidencia a influência do compositor sobre novas gerações da música brasileira.
Conhecida por sua trajetória no teatro, no cinema e na televisão, Malu encontra no projeto um novo território artístico. Sua estreia como cantora une interpretação, presença cênica e música para reafirmar a atualidade de uma obra que, cinco décadas depois, permanece fiel ao próprio título.
Ribeirão Preto
8 de outubro.
Theatro Pedro II.
São Paulo
13 de outubro.
Casa de Francisca.



