
O clima definitivamente não era de despedida: foi quente, foi intenso, foi forte, foi hot. A última coleção de @glennmartens à frente da direção criativa da @diesel já dava sinais logo na chegada, com atores espalhados por toda a arquibancada e pelo cenário em uma pregação muito louca.


Sim, mesmo com os estudos apontando para uma geração que faz menos sexo, não custava nada para a marca hiperdesejada pela Gen Z nos últimos anos dar um empurrãozinho para que as conexões saiam do virtual e virem físicas.

Underground é ser disruptivo, diferente, audacioso, irreverente, autêntico, é ter opinião própria e não admitir ser castrado. A Diesel sempre bebeu nestes conceitos e, para sua despedida, Glenn fez amor pela última vez com essa marca que ele recolocou nos holofotes nos últimos anos.


Mais arrumada no início, a coleção começa a derreter e a deteriorar aos poucos, com soluções espertas de patchworks, maquetes têxteis, látex e sobreposições. Acabamentos propositadamente roídos se juntam ao ar de customização das peças, que vão se encurtando e revelando o corpo.

Batons vermelhos, antes perfeitos nos lábios, vão se borrando na mesma sequência em que a pele vai aparecendo e a trilha se torna um grande gemido de prazer. A explosão, este gozo final, celebra o olhar artístico de quem sai sabendo que deixou sua marca e certamente saudades nessa orgia fashion.



