
Penúltimo dia de semana de moda de Paris, última estreia da temporada das estreias e o que todos querem saber? QUEM MATOU ODETE ROITMAN? risos
Brincadeiras à parte, finalmente temos algo concreto para analisar sobre os rumos que a Chanel irá seguir sob o comando de Matthieu Blazy, e a catarse, a revolução, a reinvenção da roda que se especulava não veio – GRAÇAS À DEUS!
Gabrielle Chanel podia ser ousada, mas não era louca. A marca estava longe de estar em crise, seguia seu posto de segundo lugar em vendas mesmo após a morte de Karl Lagerfeld ou da saída de Virginie Viard – a crise era outra, identitária podemos dizer.
Mas em time que está ganhando não se deveria mexer. O risco de um diretor criativo que não tivesse os pés no chão poderia levar os números ao também desconhecido, e a escolha de Matthieu foi sensata. Mesmo com cenografia de outra galáxia, do espaço sideral, ele conseguiu trazer refresco para as bocas secas da crítica que insistem em esperar da Chanel algo não Chanel.
Caudas de cometas em seda e plumas movimentaram as saias – as lânguidas em shape 1920 total Coco, as volumosas 1980 víamos Karl – combinadas com as t-shirts e camisas oversized Blazy! Essas doses do que se tem de afetivo na maison embala a coleção primorosa nos acabamentos como sempre, feminina e sexy na medida.
Bolsas tamanho jumbo com alças de couro e sem o clássico matelassê (Pedro Pascal chegou usando uma) ou as classicas double flap abertas, ou melhor, escancaradas prontas para serem recheadas, suspiram novidade, mas já deixando claro que a pressa não será bem-vinda. Afinal, o mundo não foi criado em uma season, foram voltas e mais voltas de estrelas em estrelas que só nos resta seguir com lunetas observando as transformações que, nesta temporada, não foram poucas!
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