
O primeiro dia semana de moda de Paris se encerra na tradicional Torre Eiffel com Yves Saint Laurent em um jardim de hortênsias brancas floridas e um tanto quanto soturnas.
O clima de mistério, quase como dos bosques encantados porém sombrios de Alice no País das Maravilhas, formam a atmosfera perfeita para processos criativos de repetição. Como deixar uma jaqueta biker atual? E uma camisa branca? Saia-lápis? Trench coat?
A sequência de looks de mesma composição: camisa, jaqueta de couro e saia do início do desfile nos convida ao exercício de atenção aos detalhes – o maxilaço que vira tiras e depois desaparece, os punhos que crescem e se agigantam, o cós que vai se diluindo até sumir, as mangas que inflam, mas tudo milimetricamente pensado e tecnicamente executado a perfeição.
O resultado? Poderosas mulheres como Yves adorava vesti-las. Tecidos tecnológicos leves e impermeáveis substituem os clássicos gabardines dos casacos de chuva, possibilitando drapeados ultrafemininos, acabamentos como cintos de fivelas geométricas no pescoço em golas altas e mangas bufantes empoderadas.
Brincos de ares bizantinos, enormes, de aparência pesada e decorada com cristais e pérolas também se repetiram em todos os looks, principalmente nos fluidos vestidos longos, que remetiam à capas infladas com babados nas golas, espalhados em detalhes e nas barras que encerram o desfile.
Sem susto algum, Vaccarello segue despertando desejos respeitando a história e legado da marca, de Hailey Bieber e Lourdes Maria na primeira fila, até mesmo o comeback de Bella Hadid às passarelas – mas sem esquecer de musas como Betty Catroux e Madonna!
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