
O quinto dia da semana de moda de Paris começa com a tão aguardada estreia de Sarah Burton na Givenchy. Volumes, assimetrias, deslocamentos, transparências, feminilidade, drama, costas afastadas, alfaiataria precisa, estampas, bordados, máxi acessórios e tantos outros componentes explorados compuseram a coleção.
Mas parte do olhar de Sarah para uma das primeiras curiosidades sobre os acontecidos na maison – uma relíquia encontrada durante a reforma do primeiro endereço da marca, uma pasta com croquis e amostras de tecidos originais da primeira coleção de alta-costura de 1952 – dão o start ao processo criativo da primeira da diretora artística seu inverno 2025.
Do jumpsuit telado que abre a coleção ao volumoso vestido amarelo de tule do final a construção, a modelagem, o corte e suas respectivas funções no vestir são máxima das peças. Uma biker jacket de couro torna-se um vestido hiper cool, o trench-coat ganha costas afastadas trazendo leveza e assim por diante, repaginando o closet feminino à fim de torná-lo versátil.
Vale ressaltar que uma mulher vestindo outra é capaz de perceber algumas necessidades vezes deixadas de lado, além dos bolsos nas mais distintas peças, a inclusão na passarela de corpos já trás à realidade o que se verá nas lojas.
Botas de verniz, sapatilhas e mules com pompons amarram os looks que transicionam do dia para a noite, do office à festas com elementos de fáceis aplicações, sejam nos braceletes ou brincos irregulares em cristal, seja nas amarrações de cintos laço em cores contrastantes ou mesmo no drama de echarpes nos pescoços rígidas e afiadas.
Ah, e se não houve tempo para make, tudo bem: os gigantes óculos te ajudam a manter o foco, que é olhar para o produto, criar desejo, e isso Sarah fez brilhantemente, brava!
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