
O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de lançar a Política de Adesão do programa SouABR, durante o Congresso Internacional da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), em São Paulo. O anúncio foi feito no Espaço Sou de Algodão, estande que apresentou detalhes sobre o programa, a rastreabilidade da fibra e o compromisso do algodão brasileiro com a responsabilidade socioambiental.
Desde o início dos anos 2000, a Abrapa atua para fortalecer uma moda conectada à origem e à sustentabilidade. Em 2004, criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), primeiro passo da rastreabilidade. Em 2012, lançou o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), certificação que comprova boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas. Em 2016, surgiu o movimento Sou de Algodão, aproximando o campo do consumidor e da indústria criativa. Três anos depois, a rastreabilidade passou a ser feita por blockchain, e, em 2021, o SouABR conectou essa tecnologia a marcas e confecções.
Hoje, o programa soma 578 mil peças rastreáveis, produzidas por 19 indústrias parceiras e marcas como Almagrino, Calvin Klein, C&A, Dudalina, Renner, Reserva e Youcom. Em 17 de outubro, durante a SPFW N60, o movimento apresentou o desfile “Trajetórias”, com 36 looks all black feitos de algodão rastreável, em homenagem à moda com propósito e origem.
Com a nova política, o Sou de Algodão amplia seu alcance e oferece às marcas um modelo estruturado de engajamento e reconhecimento dentro do programa.
“Queremos convidar novas marcas a integrar essa cadeia transparente. A política define critérios, responsabilidades e benefícios, fortalecendo a conexão entre o algodão brasileiro e o consumidor”, explica Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa.
“O SouABR une produtor, indústria e varejo. Agora, cada marca pode ser agente de conscientização sobre o impacto positivo do algodão responsável”, acrescenta Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.
O Espaço Sou de Algodão no congresso será ponto de encontro para profissionais e marcas interessadas na iniciativa, com materiais informativos, vídeos e cases de sucesso.
“O movimento é um exemplo de como unir campo, indústria e consumidor em torno de valores como sustentabilidade e inovação. Ele valoriza o algodão brasileiro e o trabalho de quem o transforma com qualidade e propósito”, afirma Fernando Pimentel, diretor superintendente e presidente emérito da Abit.



